Solteirice: Aprendendo a esperar no tempo do Senhor

Normalmente, o ser humano está acostumado à idéia de que o melhor lugar para se estar, é onde se desfruta de cuidado, proteção e afetividade. Logicamente, toda pessoa sensata sempre buscará esse tipo de atmosfera. A maioria de nós encontra, inicialmente, no ambiente familiar estes elementos provenientes de nossos pais ou cuidadores. Porém, chega um momento na vida em que buscamos reproduzir um ambiente semelhante com a pessoa que amamos e desejamos nos comprometer em casamento. Em outras palavras, nascemos carentes de amor e atenção e quando saímos de debaixo das “asas” dos pais, procuramos crescer e construir nossa própria história com o futuro cônjuge. Pelo menos é o que normalmente se observa na maioria das pessoas.

Todavia, não é o que tem ocorrido em muitos lares de nossa atual sociedade. Isto nos diz o IBGE, com base no que foi observado entre os anos de 2014 e 2015. Segundo nosso Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o número de jovens, com idades de 25 a 34 anos, que permanece vivendo com os pais, ou voltam a morar com eles por opção, mesmo após haverem conquistado a independência financeira, avançou consideravelmente. Algo que há mais de 11 anos não ocorria nesta proporção. Alguns estudiosos, têm chamado este fenômeno de “geração canguru”, fazendo alusão ao filhote desta espécie, que fica “bem acomodado” na bolsa natural localizada junto à mamãe canguru. Neste caso, muitos destes jovens não demonstram qualquer interesse de comprometerem-se em casamento.

A maioria dos jovens cristãos não se enquadra no contexto da chamada “geração canguru”, pois aqueles que adotam esse estilo de vida não querem compromisso sério, nem assumir responsabilidades conjugais. No entanto, motivados pelo desejo intenso de encontrar a outra “metade da laranja”, alguns jovens servos de Deus, precipitadamente, acabam fazendo uma escolha errada, ocasionando assim, sérias consequências.

Os mais avisados, por outro lado, temem muito errar em suas escolhas e se apoiam no ditado que diz “antes só do que mal acompanhado”. Na verdade, para escolhas importantes como o casamento, não é necessário ter pressa. Há tempo para todo o propósito! Aqueles que precipitadamente tomam decisões motivados pelo “desespero”, frequentemente se decepcionam no futuro. Deus, no entanto, não trabalha dessa forma. Ele nos prepara para que no tempo certo estejamos aptos a recebermos Suas bênçãos. Mesmo que o propósito do Senhor para quem o serve seja o celibato, Sua vontade sempre será boa, agradável e perfeita! Seja como for, a experiência daqueles que esperaram no Senhor, demonstra que vale à pena aguardar pelo momento que Ele determinou para nos abençoar. Se no momento atual você se encontra sem sua “cara metade”, desfrute das oportunidades para dedicar-se ao máximo a Ele. Afinal, também há tempo para abraçar e afastar-se dos abraços! (Ec 3.5)

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