Arquivo Adnews

Honrando meu Pai Celeste e meu pai terreno

Quando analisamos nossa relação com Deus à luz de Sua Palavra, vemos que a Bíblia apresenta as mais variadas expressões, que revelam os diferentes níveis de intimidade ou interação que podemos ter com o Senhor.

No Antigo Testamento, constatamos, por exemplo, que Deus, ao se dirigir a Israel, diz: “E andarei no meio de vós e eu vos serei por Deus, e vós me sereis por povo” (Lv 26.12). Vemos ainda: “Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim”; (Êx19.4). Poderíamos destacar também o texto de Isaías 41.8, onde lemos: “Mas tu, ó Israel,servo meu; tu, Jacó, a quem elegi, semente de Abraão, meu amigo”. Notemos, nessas três referências, que o próprio Jeová emprega a Si mesmo termos que denotam um relacionamento em que Ele se identifica como Deus, como águia e, ainda, como senhor e amigo.

Não é diferente no Novo Testamento, quando se trata de Jesus. O Mestre se expressa da seguinte forma: “Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer” (Jo 15.15). O escritor aos hebreus diz: “[…] por cuja causa não se envergonha de lhes chamar irmãos” (Hb 2.11b).

Poderíamos apresentar outras diversas passagens que descrevem Jesus como Pastor, Sumo Sacerdote, Rei, etc. No entanto, em uma das expressões mais amorosas que falam de Seu relacionamento conosco, Ele se apresenta como nosso Pai! Em Hebreus, lemos: “[…] Eis-me aqui a mim e aos filhos que Deus me deu” (Hb 2.13). Ter a Deus como Pai, de fato, é um maravilhoso privilégio; no entanto, honrá-lo como tal, constitui-se grande responsabilidade! Em 1 Samuel 2.30, Deus diz: “[…] aos que me honram, honrarei”. Uma forma de honrar a Deus como Pai é imitando-o. Em Efésios 5.1, lemos: “Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados.” Convém ainda salientar que uma das formas de honrar a Deus é obedecendo-Lhe, principalmente observando o primeiro mandamento com promessa, que nos diz: “Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá” (Êx 20.12).

Devemos honrar a Deus como Pai enquanto podemos, pois não sabemos quanto tempo viveremos nesta terra. De igual modo, honrar nossos pais terrenos é um privilégio que deve ser desfrutado enquanto possível, visto que não sabemos por quanto tempo os teremos presentes em nossa vida. É triste saber que muitos filhos choram a dor, pelo remorso de não haverem expressado amor, obediência, carinho, perdão e honra quando dispunham da presença paterna. Quantos poderiam ter dito mais vezes: “Pai, eu te amo!”.

É mais triste ainda saber que existem aqueles que choram na eternidade, porque não podem mais voltar atrás e honrar o Pai Celestial com sua vida!

Meditemos nisto.

Ev. André Alencar

_______________________

* Publicado originalmente no Adnews 30 (Agosto/2014)