A beleza da mulher cristã

É algo bastante comum que as mulheres cuidem e se preocupem com sua beleza. De fato, uma das indústrias que mais crescem (e que parece imune às crises econômicas recentes) é a da beleza. Artigos de moda, roupas, acessórios, cosméticos, tratamentos estéticos, academias, etc., nunca estiveram tão em alta. Gastam-se fortunas na busca de um corpo e de um rosto ideal, sem imperfeições e sem os efeitos do tempo.

Embora seja, até certo ponto (o bom senso, o equilíbrio são fundamentais para que se evitem os excessos), normal este tipo de preocupação entre as mulheres, o que nos diz a Palavra do Senhor quanto à beleza da mulher cristã? Ao escrever a Timóteo (2 Tm 2.9-10), o apóstolo Paulo diz que as mulheres que servem a Deus devem adornar-se com modéstia e discrição, ou seja,  seus cuidados com a aparência devem pautar-se no pudor (ou seja, no recato em exibir o seu corpo; é preciso cuidado com a honra do vestuário, de modo a não provocar desejos impuros em outras pessoas. A modéstia é a manifestação externa de uma pureza interna. Não é errado uma mulher adornar-se, desde que este adorno não fira o padrão de santidade que se espera de uma santa mulher de Deus.

Também o apóstolo Pedro, ao falar deste assunto, ensinou: “O enfeite delas não seja o exterior, no frisado dos cabelos, no uso de joias de ouro, na compostura de vestes, mas o homem encoberto no coração, no incorruptível trajo de um espírito manso e quieto, que é precioso diante de Deus. Porque assim se adornavam também antigamente as santas mulheres que esperavam em Deus e estavam sujeitas ao seu próprio marido”(1 Pe 3.3-5).

Fica bem claro nesse texto que a beleza da mulher que serve a Deus não depende de coisas exteriores, como joias ou roupas muito caras, ou artificialidades diversas, mas é algo que vem de dentro para fora, procede de um coração manso e irrepreensível. O que importa para Deus é que nós, mulheres, nos preocupemos em desenvolver, com a ajuda do Espírito Santo as virtudes descritas em Gálatas 5.22: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança. Jesus mesmo declarou: “aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29).

De nada serve ter uma aparência esplêndida exteriormente se nossos atos, comportamentos, palavras demonstram vir de um coração insensato e cheio de desejos pecaminosos. Precisamos cuidar de nosso coração mais ainda do que cuidamos de nosso exterior, pois a palavra de Deus nos ensina que “sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida” (Pv 4.23). Jesus ensinou que do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos e todos os tipos de pecado (Mc 7.21). Por isso, se queremos ser verdadeiramente belas, temos que cuidar bastante daquilo que deixamos entrar em nosso coração.

Que o Senhor nos ajude a sempre considerarmos esta verdade: “Enganosa é a graça, e vaidade (ou seja, passageira) é a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor essa será louvada” (Pv 31.30). A beleza exterior pode ser enganosa, pode não ser autêntica (e como isso acontece hoje em dia!) e com certeza, um dia vai passar, mas a beleza que vem de um coração que teme ao Senhor jamais esmorecerá.

Cristhiane Alves

_______________________

* Publicado originalmente no Adnews 27 (Maio/2014)

A busca desenfreada pelo corpo perfeito

A beleza exterior sempre foi motivo de preocupação. Muitos acreditam que cuidar do corpo é uma filosofia de vida. Lipoaspiração, implantes de silicone, cirurgias plásticas, anabolizantes, dietas milagrosas, ditadura nas academias. A vaidade com o corpo está tão em alta que a aparência se tornou prioridade na vida de alguns jovens. Os padrões de beleza que a sociedade impõe, fazem com que a juventude se dedique cada vez mais a ter um corpo perfeito e moderno.

Assim como na Grécia antiga com estátuas e gravuras, o estereótipo mostrado pela mídia atual, principalmente em revistas e programas televisivos, traça um perfil de “super-humanos”. Todos musculosos, sarados, atléticos, nariz empinado, enfim, corpos perfeitos para corresponderem às exigências da moda.

No entanto, a excessiva valorização dessa “cultura” tem se tornado um problema até mesmo de saúde publica. A busca pela perfeição tem levado jovens a cometerem abusos contra o próprio corpo achando que dessa forma terão maior credibilidade e visibilidade social.

Ao olhar-se no espelho, Laís Mayara, 19, não se conforma com o que ver. Quer fazer uma cirurgia para afilar seu nariz e acredita que sua face ganhará um realce. “Quero ter um nariz fino”, explica a estudante. Todos os dias, ela se cobra e quer a todo custo realizar o procedimento da forma mais rápida possível para olhar para o espelho e ficar satisfeita.

Assim como Laís, sempre tem alguém querendo fortalecer sua personalidade com a aparência e dedica-se ao máximo como uma enfermidade psicológica, numa espécie de ‘culto ao corpo’. O culto ao corpo está associado ao poder da imagem que se faz de si próprio.

O dilema para manter a estética corporal faz alguns jovens tomarem atitudes que jamais pensaria que ocorreria consigo. Foi o caso de Silvana Porto, 28 anos. Preocupada com a estética de seu corpo e querendo ter “barriguinha de tanquinho” fez uma lipoaspiração no mês de dezembro. Após a cirurgia Silvana voltou para casa, dias depois, começou a sentir dores muito fortes e muita febre. Ela estava com hemorragia e início de infecção. Voltou para o hospital e está em coma.

A moda da “corpolatria” gera um impacto na vida desses jovens preocupados em ter corpos “sarados”. Isto influencia na área social, profissional, espiritual e até familiar. Na mente deles, todo foco é voltado para sua estética corporal ficam a mercê de cremes, academias, cirurgias e outros recursos para se sentirem mais valorizados e poder chamar atenção, quando na verdade se iludem ficando presos ao culto do corpo e afastando-se da saúde corporal.

_______________________

* Publicado originalmente no Adnews 13 (Fevereiro/2013)

Confira as Cruzadas Boas Novas desta semana

A Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco (IEADPE) realiza semanalmente Cruzadas Boas Novas, em diversas localidades da Região Metropolitana do Recife (RMR). As concentrações evangelísticas reúnem irmãos locais, cantores e conjunto musical convidado e preletor escalado.

Terça-feira (09/10)
Acampamento – Área 40
Campo de Poeirão, por trás da Upinha de Beberibe

Quarta-feira (10/10)
Candelária – Área 36
Rua Coronel Dario Ferraz, próximo ao Shopping Sul Barra de Jangada

Sexta-feira (12/10)
Torrões – Área 44
Rua Ocidental, próximo ao Terminal de Ônibus Sítio das Palmeiras

Sexta-feira (12/10)
Escada (Setor-05)
Usina Barão

Sábado (26/09)
Moreno (Setor-03)
Engenho Massaranduba, Povoado de Massaranduba

Compositoras da Harpa Cristã: Frida Vingren

Durante quatro meses, estamos acompanhando a história devida de mulheres que se destacaram em sua época por grandes atos e por compor a letra e a música de belos hinos da Harpa Cristã. Este mês, vamos conhecer a história de Frida Vingren, uma grande mulher de Deus e que estava bem à frente do seu século.

Muitos já ouviram falar de Frida Vingren, pelo fato de ela ser a esposa do Pr. Gunnar Vingren, missionário e fundador das Assembleias de Deus no Brasil. Mas Frida foi muito mais que esposa, dona de casa e mãe. Missionária, compositora, pregadora, escritora, poetisa e violinista foram apenas algumas de suas funções.

Frida Maria Strandberg Vingren nasceu, em 1891, no norte da Suécia. De família luterana, foi criada em um lar cristão. Formou-se em Enfermagem, chegando a ser chefe de enfermaria no hospital onde trabalhava. Nessa época, o chamado para a Obra Missionária ardia em seu coração, então ela se uniu a muitos jovens que tinham o mesmo desejo em um movimento por missões.

Ainda jovem, Frida ingressou em um Instituto Bíblico na cidade de Götabro, província de Närkre, como objetivo de estudar mais a Palavra de Deus e se preparar para a Obra Missionária.

Em uma das visitas de Gunnar Vingren à Suécia, por causa de problemas de saúde, ele conheceu Frida, e se tornaram grandes amigos. Em 1917, Frida deixou seu país para vir ao Brasil e cumprir seu chamado missionário. Ao chegar a Belém do Pará, casou-se com Gunnar numa cerimônia realizada pelo Pr. Samuel Nystrom. O casal teve seis filhos:Ivar, Rubem, Margit, Astrid, Bertil e Gunvor.

Ainda recém-casados, tiveram que enfrentar diversas dificuldades, tanto na área financeira quanto na saúde física. Mas a vontade de ganhar almas e fazer ao brado Senhor era mais forte que as enfermidades. Depois de muitos anos no Pará, a família decidiu ir para o Rio de Janeiro, onde alugaram uma casa no bairro de São Cristóvão, na zona norte da cidade, e inauguraram o primeiro salão de cultos da Assembleia de Deus no Estado. Frida continuou desenvolvendo atividades evangelísticas em muitos lugares.

Ela era envolvida em obras sociais e ajudava muitas pessoas com sua própria formação: Enfermagem. Pela facilidade que tinha em escrever, tornou-se redatora dos jornais Boa Semente, O Som Alegre e Mensageiro da Paz. Ela também era escritora, tradutora de mensagens evangelísticas e doutrinárias e comentarista de Lições Bíblicas da Escola Dominical na década de 1930.

Além de escrever, Frida sempre se dedicou à música. Cantava, tocava órgão, violão e compunha vários hinos. A Harpa Cristã contém cerca de 23 hinos de sua autoria, entre eles: Deixai Entrar o Espírito de Deus (n°85), Uma Flor Gloriosa (n°196) e A Mão no Arado (n°394).

Depois de quinze anos trabalhando na Obra Missionária no nosso país, a família Vingren decidiu retornar à Suécia em setembro de 1932. Frida faleceu em 30 de setembro de 1940, 7 anos após o falecimento do marido.

_______________________

* Publicado originalmente no Adnews 41 (Agosto/2015), como parte de uma série englobando as edições 39 a 45. 

Confira as Cruzadas Boas Novas deste fim de semana

A Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco (IEADPE) realiza Cruzadas Boas Novas, em diversas localidades da Região Metropolitana do Recife (RMR), semanalmente. As concentrações evangelísticas reúnem irmãos locais, cantores e conjunto musical convidado e preletor escalado.

Nesta sexta-feira 28, a concentração acontece em Porto do Barco (área 53), na Rua Primeiro de Maio, próximo à Congregação de Porto do Barco II. Já no sábado, 29, o evento acontece em Peixinhos (área 16), no Campo da Vila das Pedreiras. Você está convidado!