Testemunho ADNews julho – Ev. André Alencar

Na edição do ADNews – nº 40 – julho de 2015, publicamos o Testemunho do Ev. André Alencar, que trabalhou na Missão a IEADPE na Argentina.
Abaixo, você confere o texto completo, que reduzimos no jornal impresso devido ao espaço disponível.

“O Evangelho fez toda a diferença na minha vida, na minha família e na minha história”

Ev André AlencarNesta edição, vamos conhecer um pouco da história de vida do Ev. André Alencar, que, ainda muito jovem, abandonou seus antigos conceitos e se permitiu viver o melhor de Deus para sua vida.
Quando criança, ele morava com sua família em Manaus, Amazonas. Apesar de a sua mãe não frequentar a Igreja, ela levava o pequeno André e sua irmã para os cultos. Ao completar 10 anos de idade, sua família se mudou para Pernambuco, mais precisamente para Olinda.
A mudança mexeu com a rotina da família, e eles foram deixando de frequentar a Igreja, mas o pouco tempo que eles participaram dos cultos havia sido suficiente para ter sido plantada a semente da Palavra de Deus. “O que eu aprendi na infância foi o suficiente para conhecer os princípios básicos da fé cristã: algo sobre Deus, Jesus, o céu e o inferno”, disse.
Durante a adolescência, o Ev. André quis experimentar as coisas que o mundo oferecia. “Na minha adolescência, eu estive afastado, e foi um período difícil, porque eu me envolvi com muitas coisas do mundo. Amava esportes radicais, músicas de rock e esses estilos mais pesados e alternativos”, lembrou.
Essas atitudes acabavam refletindo no seu estilo de vida, no modo de se vestir e no seu comportamento. “Meu pensamento sobre meu destino eterno era que, quando eu chegasse à velhice e tivesse curtido muito a vida, eu iria fazer as pazes com Deus e morreria a tempo de ir para o céu”, conta.
Mas os planos de Deus são bem maiores do que os nossos, e a forma como Ele age nos surpreende. “Eu louvo a Deus porque Ele se antecipou e interferiu naquilo que eu projetava”.
Na juventude, com 19 anos, foi morar em Carpina com sua família. Nessa época, sua mãe já tinha se voltado para os caminhos do Senhor e o convidava para frequentar os cultos. “Eu não apresentava nenhuma resistência porque ir à Igreja era algo que eu conhecia desde a infância. Mesmo sem pensar em voltar, eu não via problema nenhum em ir”, explicou.
Certo dia, ele acordou ouvindo um programa evangélico no rádio. “Nesse dia, a Ir. Creusa de Oliveira estava dando uma entrevista, contando seu testemunho e cantando alguns hinos. Era de manhã cedo, e eu estava dormindo quando ela começou a cantar. Eu acordei escutando aquele louvor. Para mim, foi uma experiência diferente se comparado aos estilos de música que eu estava acostumado”, afirmou.
Naquele momento algo diferente aconteceu. “Ao ouvir aquele hino, eu acordei chorando. Minha mãe disse que a irmã que estava cantando iria estar no Círculo de Oração na Igreja-sede em Carpina e perguntou se eu queria ir”, disse.
Durante o culto, ele sentia uma coisa diferente e suas lágrimas se misturavam aos louvores entoados naquele lugar. Ao final do culto, quando o convite foi feito, ele não resistiu. “Eu não fui predisposto a aceitar, fui para acompanhar a minha mãe, mas, quando a dirigente direcionou o olhar para mim e perguntou se eu queria aceitar, eu acabei me rendendo”, contou.
Mesmo sem entender, ele sabia que naquele dia Deus tinha interferido em sua trajetória. “Eu pensei: eu não posso dizer não porque eu estou aqui quebrado, quebrantado. Naquele dia, Deus marcou um encontro comigo e eu me rendi a Ele”, afirmou.
Como muitos jovens que abandonam sua vida de pecado para se render a Cristo, ele se questionou se no meio em que vivia, com o círculo de amizade que tinha, seria possível servir a Deus com fidelidade. “Eu achava muito bonito ser crente e admirava os testemunhos dos irmãos, mas eu achava impossível aquela realidade para mim por causa do meio em que eu vivia”, lembrou.
Mesmo em meio a tantos questionamentos, ele decidiu se render por completo ao único que poderia mudar a sua história. “Eu chamei minha mãe para orar comigo, dobrei os joelhos e disse a Deus com muita sinceridade: ‘Senhor, eu tenho muita vontade de Te servir, de ser um crente fiel, mas eu não vejo em mim possibilidade de viver uma vida de fidelidade aos modos da Tua Palavra, mas se Tu quiseres a minha vida para alguma coisa ela é Tua, estou à Tua disposição’. Naquele momento eu chorei na presença de Deus”, contou.
Pouco tempo depois, foi novamente com sua mãe para o Círculo de Oração. Dessa vez, como um servo de Deus, e, naquele culto, a presença de Deus se manifestou no meio da Sua Igreja. “Eu chorava muito, mas ainda não conseguia me ver constante ali. No fim do culto, a dirigente convidou os irmãos que não eram batizados no Espírito Santo para orar, e a mim fui e dobrei os joelhos junto com minha mãe. Naquela tarde o Senhor batizou muitos irmãos inclusive a mim e ela. Eu experimentei algo que é difícil de explicar. Tive uma sensação de leveza sobrenatural, e,daquele dia em diante, a minha vida nunca mais foi a mesma”, lembra.
Desde esse dia, o Ev. André passou a ter sede de Deus, a querer buscá-lo e a cada dia mais conhecer a Palavra. Ele se lamentava por não ter voltado para a Igreja antes porque, para ele, isso o impediu de viver muitas experiências com Deus e que o propósito que Deus tinha na vida dele seria limitado pelo tempo que ele perdeu fora da Igreja.
Mas à medida que foi buscando conhecer a Deus, vivenciou a verdade que a Bíblia diz: Buscar-me-eis e me encontrarei se me buscares de todo o coração. “O Evangelho não era apenas uma filosofia, ele se revela na minha vida como algo experimentável. Quando eu lia as experiências que a Bíblia conta, eu mergulhava nelas com todas as forças”, contou.
Com o tempo, o chamado ministerial começou a arder em seu coração. “Quem olhasse para mim não imaginaria isso, porque eu era muito tímido e não dava indícios de que viesse a ser um obreiro”, afirmou.
Deus começou a fazer promessas relacionadas ao chamado missionário que, para ele, era impossível de se cumprir por ser um jovem simples que morava no interior. Mas, certo dia, quando estava em uma consagração, Deus usou o dirigente do culto para falar que ele iria cuidar de um povo em outro país. “Isso foi em um sábado, e, na segunda-feira, eu estava passando pelo estacionamento do Templo Central quando o Pr. Ailton estacionou o carro, me chamou e disse que eu iria sair da minha função, que era na administração da Igreja, para assumir um trabalho em Nicanor Otamendi, na Argentina”, contou.
Apesar do impacto da notícia, ele estava certo de que tudo fazia parte do cumprimento das promessas de Deus. “A oportunidade de servir a Deus na missão transcultural é, se não o maior, um dos maiores privilégios que um cristão pode ter. Eu penso que renunciar a projetos para atender a um chamado do Senhor é uma das maiores experiências que alguém pode vivenciar porque é uma oportunidade que temos de demonstrar o que Deus representa para nós. O amor que sentimos por Deus é evidenciado pela nossa disposição em renunciar grandes coisas por aquilo que Ele representa para nós”, disse.
“Eu costumo dizer que Deus só nos permite viver uma vez, e é lamentável oque muita gente faz com a vida que tem. Viver é um privilégio, e quando essa vida é vivida na vontade de Deus ela é surpreendente. Se alguém me dissesse,há20 anos, as experiências que eu viveria, os lugares por onde eu andaria, eu jamais acreditaria. A vida só tem sentido quando Jesus é o centro da nossa existência”, enfatizou.
A decisão que ele tomou mudou por completo toda sua trajetória de vida. “O Evangelho fez toda a diferença na minha vida, na minha família e na minha história. Todos aqueles que decidem entregar a vida 100% nas mãos de Deus podem ficar preparados para viver o melhor que Deus tem para sua vida”, concluiu.

Entrevista ADNews julho – Irmã Cristhiane Alves

Na edição do ADNews – nº 40 – julho de 2015, entrevistamos a Ir. Cristhiane Alves, esposa do Pastor Ailton Junior, vice-presidente da IEADPE, e vice-coordenadora dos Círculos de Oração em Pernambuco.
Abaixo, você confere a entrevista completa, que reduzimos no jornal impresso devido ao espaço disponível.

“Quero ser útil ao Senhor, enquanto viver”

Conte-nos um pouco da sua infância. A senhora nasceu em um lar evangélico?
Sim, pela misericórdia de Deus, nasci numa família que vem há três gerações servindo ao Senhor: meu bisavô (o pai de minha avó materna) era pastor da Assembleia de Deus, bem como meu avô materno, e meu pai. Sinto-me muito privilegiada por isto, pois creio firmemente que desfruto das bênçãos prometidas pelo Senhor aos que O temem, que são extensivas às suas gerações posteriores (Dt 7.9). Cresci num ambiente cheio da palavra de Deus, de louvores ao Senhor, pois todos os dias, exceto aos domingos, fazíamos o culto doméstico, e assim fui ensinada nos caminhos do Senhor. Louvo a Deus por meus pais, Pr. Joel e ir. Dinah, que me deixaram a mais preciosa de todas as heranças: o temor de Deus. E por minhas amadas cinco irmãs (Kézia, Keila, Joelma, Adna e Hadassa) com as quais cresci, louvando e servindo ao Senhor.
Dois dos principais desafios da juventude é decidir que carreira seguir e quem é a pessoa certa para se casar. Como foi a escolha da sua profissão e casamento?
Cursei eletrônica na ETFPE (Escola Técnica Federal de Pernambuco) entre 1989 e 1993. Era um curso muito bom, mas, ao final, percebi que não me sentia vocacionada para aquela área. Foi justamente após concluir este curso que comecei a namorar com meu esposo (Pr. Ailton Junior). Eu o conheci aqui no Templo Central mesmo, após o retorno de sua família do campo de missões da Argentina. Ele participava de um programa de rádio infantil com uma de minhas irmãs (Kézia), e assim nos tornamos amigos, quando eu tinha uns treze anos. Sempre conversávamos muito sobre a palavra de Deus, Sua obra e sobre bons livros cristãos. Depois ele foi morar no interior, e nos víamos apenas nas Santas Ceias. Quando eu estava com dezessete anos, ele declarou o sentimento que tinha por mim, o que me deixou muito surpresa, sem saber o que responder, pois gostava muito dele, mas como um grande amigo, quase um irmão. Pedi-lhe tempo para orar, e após quinze dias, ele voltou para saber a resposta. Fui sincera com ele, e disse-lhe exatamente o que sentia. Mas ele não desistiu: ficou um tanto desapontado, mas disse-me que seu coração estava nas minhas mãos, e que eu fizesse dele o que quisesse. Passamos, então, quase um ano sem contato, cada um em seu lugar orando para que o Senhor fizesse Sua vontade. Até que em janeiro de 1993 comecei a lembrar-me dele repentinamente, de uma forma diferente: sentia saudade dele, e no coração me perguntava que sentimento estranho era aquele. Em março de 1993, por ocasião do sepultamento de sua avó materna, a ir. Maria, nos encontramos no Templo Central, e aí não tive dúvidas do que estava sentindo por ele. Então, com a bênção de nossos pais, começamos a namorar, e um ano depois (março/1994), noivamos, tínhamos o mesmo desejo de dedicar nossa vida por completo ao Senhor, gostávamos dos mesmos assuntos, e nos completávamos em nossa personalidade. Desde o princípio ele me falava do chamado urgente de Deus em sua vida, e me perguntava se tinha desejo missionário. Claro que sim! Este era um anseio que eu nutria desde os doze anos. Mas enquanto aguardávamos o momento de Deus para isto, seguíamos estudando e trabalhando.
Tentei vestibular para Direito, na UFPE, embora ainda não tivesse convicção de seguir essa carreira. Tive uma nota razoável, mas insuficiente para o curso, então fiz a opção por Ciências Sociais, do mesmo grupo. Cursei um semestre e meio, e logo percebi que ainda não era o que eu queria. Só então, resolvi ir para uma área pela qual sempre me interessei: Letras. Prestei vestibular no final de 1994 para Letras e passei na primeira fase, mas nem pude fazer a segunda, pois justamente nessa época, já noiva, soube que iríamos ao campo de missões, logo após o casamento, que ocorreu em março de 1995. Tive que adiar a realização de meu curso superior por uma causa muito mais nobre, que foi fazer a vontade de Deus naquele momento de minha vida, agora ao lado de meu esposo. Somente após voltarmos da Argentina, já tendo minha filha Deborah quase cinco anos, é que fiz vestibular, de novo na UFPE, e passei para o curso de Letras, o qual conclui em 2006, para a glória de Deus.
Ainda recém-casada, sua família foi enviada à obra missionária na Argentina. Como foi essa experiência? Qual o fato mais marcante dessa época?
Sim, um mês após casarmos, fomos enviados pela igreja ao campo de missões na Argentina, para a província de Mendoza. Foi um grande desafio para nós, jovens recém-casados, distanciar-nos da família, da igreja e dos amigos para irmos a uma terra longínqua (ficava cerca de 1200 km ao oeste de Buenos Aires), para dar início ao trabalho em Godoy Cruz. Para mim, foi mais difícil, pois tive que me adaptar ao idioma e ao clima frio, e nos primeiros meses, sentia muitas saudades de minha família. Mas logo que fui me envolvendo nos trabalhos de evangelização de crianças, louvor e oração com as irmãs, visitação aos lares, a dor inicial foi sendo amenizada. Passamos por experiências muito fortes: logo nos primeiros meses, fomos assaltados em nossa casa, enquanto fazíamos evangelismo de crianças. Fazíamos o trabalho num bairro um tanto difícil, e pouco tempo depois, várias vezes nosso carro foi arrombado. Também levaram o equipamento de som da igreja e faziam ameaças constantes de que voltariam a nos atacar. Mas em meio a essas circunstâncias, o Senhor abençoava Sua obra, salvando vidas, curando enfermos, libertando os oprimidos pelo diabo. Percebíamos que eram tentativas de nos fazer parar, mas prosseguimos, e o Senhor abençoou aquele trabalho, para a exclusiva glória de Seu nome!
Missionária, esposa do vice-presidente da IEADPE e vice-coordenadora dos Círculos de Oração em Pernambuco. Em que momento da sua vida percebeu os propósitos de Deus para o seu futuro?
Na verdade, jamais pensei que o Senhor me daria tamanho privilégio de servir-Lhe em todos esses trabalhos. De fato, só me entreguei para ser útil na obra de missões, até pensei, quando fui para a Argentina, que não voltaria mais para o Brasil. Mas o Senhor tem os Seus caminhos, e nós somos apenas Seus servos, para fazer o Seu querer. O Senhor fez tanto por nós… não podemos nos negar para a necessidade de Sua obra aqui na terra. Sempre me tocou muito um hino durante minha infância e adolescência: “A minha vida eu entrego a Deus/ Pois o Seu Filho a entregou por mim/ Não importa aonde for/ Seguirei meu Senhor/ Sobre terra ou mar/ Onde Deus mandar/ Irei”. Esse é o meu sentimento sincero: quero ser útil ao Senhor, enquanto viver.
Quais os maiores desafios e também, alegrias de atender ao chamado do Senhor?
Penso que o desafio maior é a perseverança, é continuar fazendo o que nos manda o Senhor, mesmo enfrentando dificuldades, oposições, privações etc. Fomos chamados para batalhar pela fé, e como dizia A. W. Tozer, o mundo não é um parque de diversões para o crente, é campo de guerra. Temos que cada dia fortalecer-nos no Senhor e na força de Seu poder, a fim de resistirmos a tudo isso, e ficar firmes no propósito para o qual Deus nos convocou. Alegrias, sim, elas são constantes! Sempre temos motivos para regozijar-nos no Senhor! É um privilégio servir-Lhe, demonstrando-Lhe um pouco de nossa gratidão por tudo o que Ele fez por nós. Penso sempre no que disse Jesus: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi e vós e vos nomeei para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça…” (Jo 15.16). Aleluia!
Mãe de dois filhos e esposa de obreiro, como é conciliar a maternidade e a obra do Senhor?
Ah, é preciso depender muito da sabedoria divina, para poder cuidar bem da obra, sem descuidar da família, que é a primeira “obra” que o Senhor nos confia. Como diz a Bíblia, “a mulher sábia edifica a sua casa” (Pv 14.1). Antes de sair para atender os compromissos da igreja, procuro ordenar nossa casa, atender às necessidades de meu marido e dos meus filhos (Deborah, 18 anos, e David, 14 anos) e mesmo enquanto estou fora, trato de acompanhar de perto tudo o que está acontecendo. É assim que tenho aprendido com meus principais referenciais, minha mãe e minha sogra, duas servas do Senhor que sempre O serviram com fidelidade e ao mesmo tempo, dedicaram-se à criação de seus filhos. Acredito ser a maternidade uma responsabilidade muito especial que Deus concede à mulher; louvo ao Senhor por me ter concedido dois filhos maravilhosos, que me inspiram a cada dia ser uma mulher mais fiel ao Senhor. Pois, como disse certo autor, a maternidade/paternidade é uma condição santificadora: para darmos exemplo aos nossos filhos, precisamos andar certo, no temor do Senhor. Temos que exercer boa mordomia do lar que o Senhor nos entregou, e de igual modo, atender às responsabilidades que Ele nos confiar em Sua obra.

Em toda sua trajetória cristã, qual a experiência mais marcante?
Desde a infância, frequentei o Círculo de Oração Infantil, no qual sempre pedia ao Senhor que me batizasse com Seu Espírito Santo. Até que um dia, quando tinha doze anos, numa manhã missionária de um Congresso de Jovens, o pregador chamou à frente aqueles que queriam dedicar sua vida à obra do Senhor. Senti um forte impulso de fazê-lo, e fui à frente. Em poucos minutos de oração contrita, fui batizada com o Espírito Santo! Aleluia! Recebi esta dádiva divina como uma resposta afirmativa de Deus para minha entrega. Entendi naquele momento que Deus estava me convocando para viver totalmente para Ele. Também posso destacar uma cura divina que recebi quando tinha apenas 7 meses de vida: fui acometida de meningite, e desenganada pela medicina. Os médicos queriam me colocar no isolamento, mas meus pais assinaram o termo de responsabilidade e me levaram à casa de meus avós, onde ali fizeram uma oração por mim. Segundo minha mãe conta, eu chorava muito, jogando a cabeça para trás, mas logo após aquela oração, eu adormeci, e para a glória de Deus, até hoje estou de pé, sem nenhuma sequela daquela doença! Aos cinco anos de idade, por pouco não fui completamente atropelada por uma camionete (ela pegou apenas meu pé direito). O Senhor me deu estes livramentos, por isso, entendi que Ele tinha um propósito para me deixar com vida.
Ser uma mulher cristã no mundo em que vivemos não é fácil. Em sua opinião, quais devem ser as características de uma mulher bela aos olhos de Deus?
Creio que é a mulher que busca possuir um espírito manso e quieto, que é precioso ao Senhor, como diz o apóstolo Pedro (1 Pe 3.4). A beleza exterior passa, mas a do espírito permanece e pode influenciar a outros que estejam ao redor. A mulher que põe sua confiança em Deus, e busca obedecer Seus preceitos, além de edificar-se a si mesma e encontrar propósito para sua vida, pode ser um instrumento de bênção para seu marido, seus filhos e para todos que a conhecem. Como diz Pv 31.30: “Enganosa é a graça e passageira a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada”.
Qual o seu conselho para as moças da igreja que apesar dos desafios, lutam para fazer a vontade do Pai Celestial?
Mantenham o firme propósito de em tudo agradar ao Senhor, satisfazer-se nEle e em Seu querer, e Ele que conhece os seus anseios mais profundos, há de suprir todas as suas necessidades (Sl 37.5). Creia que suas decisões, se dirigidas pelo Senhor, sempre resultaram na melhor escolha. Deus é bom, e só quer das coisas boas a seus filhos (Mt 7.11). Por isso, seja sempre fiel ao Senhor, a despeito de qualquer circunstância, e assim sempre desfrutarás a boa, agradável e perfeita vontade do Senhor para sua vida.

Entrevista com o Pr. Oscar Dantas – “Não hesitei porque Deus já tinha me falado”

ADNEWSO ADNews do mês de juho de 2015, nº 39, publicou entrevista com o Pr. Oscar Dantas, membro da diretoria da IEADPE. Aqui você confere o texto na íntegra.

Pr. Oscar Dantas e, sua esposa, irmã Rosângela | Arquivo pessoal
Pr. Oscar Dantas e, sua esposa, irmã Rosângela | Arquivo pessoal
Como foi a sua infância? Onde o senhor nasceu?
Minha infância foi muito agradável, embora não tivesse muita liberdade para brincar na rua como toda criança que mora no interior pacato gosta. Minha mãe trabalhava fora, era professora, e não confiava que ficássemos sós com as outras crianças. Sempre tínhamos a companhia de uma jovem por nome de Doralice que carinhosamente chamávamos “Dorinha”. Sou o primogênito de uma família de quatro irmãos, nasci no dia 29 de setembro de 1960, na cidade de Arcoverde, mas residia em Carnaíba, onde morei 11 anos. Meu pai era comerciante, tinha uma das maiores lojas da cidade. Nasci num lar católico, minha mãe era católica praticante, mas eu nunca fui integrado às práticas do catolicismo. Não aceitei fazer a primeira comunhão (sacramentos da igreja) deixando minha mãe triste e queixosa.
Quais foram os principais desafios de sua adolescência e juventude? E como aconteceram as escolhas da profissão e casamento?
Um dos meus principais desafios na adolescência foi no ano de 1972 quando meu pai faliu. Éramos financeiramente prósperos. Vivíamos com certas regalias. Tínhamos carros bons, andávamos entre a classe alta da cidade e, de repente, não tínhamos mais nada, só débitos e cobradores à porta. Nossos bens desapareceram! Para um adolescente não é fácil entender essas coisas. Passamos algumas dificuldades, minha mãe passou a sustentar a casa e meu pai foi buscar outras oportunidades fora. Viajou para o Rio de Janeiro, para trabalhar com um primo que era empresário, mas não se adaptou ao clima. Tinha um tio que morava em Garanhuns e me convidou para morar com eles. Comecei a estudar no Colégio Diocesano. Lembro-me que sentia muita saudade dos meus pais! Durante o período das férias fui visitá-los e não retornei mais. No ano seguinte fomos morar em Afogados da Ingazeira, no Sertão, período em que meu pai retornou do Rio de Janeiro. Ele conseguiu um emprego na Cisagro (Companhia Int. Agropecuária). Minha mãe era funcionária pública, pediu transferência e recomeçamos a vida. Nessa época eu tinha 14 anos e estudava 9º ano do fundamental no Colégio Normal. Certo dia, o gerente do Banco do Brasil visitou o colégio solicitando o nome de dois alunos com a idade de 14 anos. Para alegria minha e da minha família eu fui indicado pela diretora. Fui trabalhar no banco como menor estagiário. Fiquei até completar 17 anos e 10 meses, período em que terminei também o ensino médio. No ano seguinte, no mês de janeiro, prestei vestibular para licenciatura em matemática na cidade de Serra Talhada. Era a cidade mais próxima que tinha faculdade e só oferecia licenciaturas com poucas opções. Nesse mesmo ano prestei concurso para o Banco do Brasil onde fui aprovado. Comecei a trabalhar no ano de 1979 na cidade de Flores e à noite fazia faculdade em Serra Talhada, a 42 Km de distância. Não sabia que era naquela cidade que Deus iria me abençoar! Foi lá que conheci minha esposa, Rosângela. Ainda guardo na lembrança o dia em que a vi pela primeira vez. Ela estudava em Arcoverde, por isso não a tinha visto na cidade. Fiquei admirado com sua beleza. Ela usava um vestido que a deixou encantadora. Passei a procurar aquela moça e certo dia ela entrou no banco para falar com uma funcionária que tinha sido contratada há pouco tempo. Para minha surpresa era sua irmã, Fátima. Eu era muito tímido, mais do que hoje, mas procurei fazer amizade com sua irmã buscando uma forma de chegar até ela. Como em toda cidade pequena, todos os jovens se concentram num só lugar para se divertir, e em Flores não era diferente. O ponto de encontro dos jovens era um local que tinha na praça. Eu frequentava por falta de opção, não era muito atrativo para mim. Como sempre, no período de férias, ela estava de volta à cidade, mas, para minha tristeza, entrou no lugar acompanhada. Ela era o meu oposto! Sempre conversando com as amigas, era animada, extrovertida. Mesmo com todos esses empecilhos, não desisti. Procurei fazer amizade com seus irmãos e seu pai era cliente do banco, então fui me tornando conhecido de todos. Até que em uma dessas idas e vindas de férias soube que ela não estava mais namorando. Então criei coragem e fui ao local onde sabia que poderia a encontrar. E lá ela estava, mais linda do que nunca! Fui ao seu encontro e esse foi o dia em que começamos a conversar. Aos poucos o amor brotou em seu coração e começamos a namorar. Passamos dois anos entre namoro e noivado, casamos e tivemos seis filhos: Rafael, Jorge, Amanda, Gabriel, Jonas e Gabriela. Até aqui o Senhor tem nos abençoado.
Como conheceu a Jesus e o aceitou como salvador de sua vida?
No momento em que aceitei a Jesus como meu salvador, já estava casado e com dois filhos. Foi maravilhoso porque conheci o poder de Deus através da cura do meu segundo filho! Ele estava muito doente, com alergia alimentar. No hospital, Deus começou a falar com Rosângela, mesmo ela não sendo evangélica, mas sim muito católica. Em um dos seus momentos de preces, o Senhor começou a falar ao coração dela que se O aceitasse como salvador curaria o nosso filho. Ela me contou, mas eu não me interessei. Mesmo assim, ela ficou insistindo dizendo que o chamado era para os dois, só que eu não gostava de crente e não queria saber dessa história. A saúde do nosso filho foi se agravando. No terceiro dia ela decidiu pedir alta do hospital. A médica não aceitou e obrigou-nos a assinar um termo de responsabilidade. Assim fizemos e partimos para casa. Na madrugada do dia seguinte ela foi fazer suas orações como católica e me acordava seguidas vezes insistindo que eu aceitasse a Jesus para nosso filho não morrer, até que decidi aceitar. Nós dois, sem conhecimento algum, apenas ouvíamos falar das maravilhas de Deus através do irmão de Rosângela, Luiz, sua irmã Vera e sua mãe, irmã Djanira, que eram crentes, fizemos nossa decisão e fomos dormir. O Pastor Laelson Lira, recém chegado à cidade, fazia um trabalho de evangelismo nas casas das famílias dos crentes e quando soube que tínhamos aceitado a Jesus, pediu a Luiz para perguntar-nos se aceitávamos um culto em nossa casa, concordamos e ao final do culto ele nos convidou para confirmar em público nossa decisão. A partir desse dia o Senhor estendeu suas mãos poderosas, curou nosso filho e nos fez prosperar em sua casa.
Pr. Oscar, irmã Rosângela, filhas, filhos, noras e o neto | Arquivo pessoal
Pr. Oscar, irmã Rosângela, filhas, filhos, noras e o neto | Arquivo pessoal
Em que momento soube de que Deus tinha um projeto específico para a sua vida? Como aconteceu?
Aceitei Jesus no mês de agosto de 1987. O gestor era o Pr. Laelson Lira, ao qual tenho muito apreço. Nos ajudou muito no início da nossa fé! Durante a semana, todas as noites tinham culto de oração e se faltássemos um, no dia seguinte, ele enviava um irmão para nos visitar e lembrar que à noite tinha culto. No mês de dezembro do mesmo ano fui batizado nas águas. O pastor me convidou para ser porteiro nos cultos de oração, depois fui ser auxiliar de trabalho e professor da Escola Dominical na classe de senhores. Aos domingos à tarde, escalado pelo pastor, íamos para um ponto de pregação em um sítio próximo a cidade, denominado Matolotagem. Deus sempre quando falava comigo indicava que queria minha dedicação na sua obra porque tinha um grande projeto em minha vida. Nunca imaginei o que seria! Talvez pela simplicidade do trabalho e do local onde morava, com tão poucos crentes e com tamanha dificuldade de se pregar o evangelho, devido ao coração duro do povo. No ano de 1989 fui batizado no Espírito Santo. Em 1992 fui separado para o diaconato. No ano de 1994, o Pr. Laelson foi mudado e chegou para pastorear a igreja o Pr. Albertino Abilo. Foi uma nova experiência e aprendizado! Continuei com o mesmo prazer e alegria na casa do Senhor. O Pr. Albertino me convidou para ser dirigente da escola dominical na igreja matriz e em julho de 1994 fui consagrado ao presbitério. No mês de março de 1995 fui transferido pelo Banco para o Recife. Foi muito difícil minha adaptação ao lugar, com uma família grande, sem contar com a adaptação a igreja. Era acostumado a estar envolvido em todos os trabalhos e de repente parei porque não dava para conciliar o horário da igreja com o trabalho. O Pastor Presidente na época era o Pastor José Leôncio da Silva. Mesmo residindo próximo do Templo Central, só íamos para os cultos aos domingos. Minha rotina era do banco para casa, só após três anos consegui mudar de horário no banco. Foi então que voltei a participar mais dos trabalhos da igreja, quando comecei a ser escalado para os cultos, a frequentar a escola dominical, cujo dirigente era o Missionário Gilberto Diniz. Logo, ele me convidou para ser professor da classe dos senhores. Na campanha evangelizadora fui cooperar como professor do discipulado. No ano de 2003 fui cooperar com o Pastor Presidente Ailton José Alves na congregação do Bairro dos Coelhos, uma experiência ímpar na minha vida. Em seguida fui cooperar na congregação do Campo da Vovozinha e simultaneamente em Jerônimo Vilela. O coordenador era o Pr. Severino Júnior, a quem tenho grande admiração. No dia 21 de abril de 2005, fui convidado pelo Pastor Presidente, Ailton José Alves a participar da reunião de coordenadores de Área. Ele então me perguntou se eu tinha chamada, e respondi que sim. Me sugeriu que pedisse demissão do banco. Não hesitei porque Deus já tinha me falado por várias vezes que eu iria receber esse convite e que o não recusasse. Durante a reunião fui apresentado como coordenador da Área 43 onde coopero até hoje. No dia seguinte, quando cheguei ao banco e solicitei minha demissão, ninguém acreditou. O comentário era: ‘como pode uma pessoa com seis filhos e vinte e oito anos de trabalho jogar tudo para o alto de uma hora para outra?’ Lembro-me que alguns acharam que eu não estava bem psicologicamente. Em junho do mesmo ano, o pastor Ailton me convidou para cooperar na diretoria da Fundação Aio e em outubro fui consagrado à evangelista.
Qual a experiência mais marcante deste período?
Quando recebi o convite para deixar de trabalhar no Banco, tinha certeza do meu chamado, mas não imaginava que seria rápido. Achava que fosse quando me aposentasse. Na época que prestei concurso para o banco, minha mãe foi a pessoa que mais me incentivou. Eu percebia o quanto meu trabalho a deixava feliz e até mesmo vaidosa pela conquista. Torná-la ciente da decisão que tomei não foi fácil, magoá-la era a última coisa que desejava. Fui com muita cautela, mas tive uma grande surpresa quando ela disse que confiava nas minhas escolhas e se eu escolhi assim, então não tinha por que dela se preocupar. Glorifiquei a Deus e recebi como mais uma confirmação do chamado.
Como aconteceu a consagração ao ministério pastoral e o convite para trabalhar na diretoria da igreja?
No dia 24 de outubro de 2010, no período da Escola Bíblica de Obreiros, fui consagrado ao pastorado. Foi mais uma responsabilidade que recebi do Senhor através do Pastor Ailton José Alves. Louvo a Deus pela vida do seu servo, e para mim é um grande prazer estar ao seu lado. No ano de 2012, na reunião do presbitério, recebi o convite do Pr. Ailton para cooperar na diretoria da igreja. Para mim foi e é uma honra! Sei que sou o menor e totalmente grato a Deus e ao meu pastor pela confiança.
Seu conselho aos jovens obreiros da igreja
Aprendi que a obediência e a fidelidade a Deus e aos líderes de Sua casa são os fundamentos para o crescimento espiritual do crente. Com essa expressão quero dizer aos jovens obreiros que, se desejam agradar ao Senhor com suas vidas, sejam fiéis em toda vossa maneira de viver.
Seus agradecimentos
Quero agradecer a Deus todo cuidado e bênçãos que Ele já tem me proporcionado, sempre guiando os meus passos e me direcionando à sua vontade. Sou grato pela minha família, minha esposa, que tem me ajudado em tudo, e meus filhos, que honram o meu chamado e trabalham junto comigo, esta obra tem sido nossa. Agradeço ao Pastor Ailton pelo privilégio de poder cooperar com ele e aprender cada dia mais a ser um verdadeiro cidadão do céu, com seus ensinamentos e postura. É uma imensa alegria trabalhar nesta tão grande obra. Deus vos abençoe.
Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

Entrevista com a Ir. Judite Alves no ADNews de maio. Confira um trecho:

ADNEWSNo ADNews maio, nº 38 p. 24, você pode ler uma entrevista especial com a Irmã Judite Alves, esposa do Pastor Presidente, coordenadora dos Círculos de Oração da IEADPE e coordenadora do Projeto Samuel.
Abaixo reproduzimos parte do texto publicado. Confira:
Na sua opinião, qual é o maior desafio da mulher cristã, que é mãe, neste século? E qual a melhor forma de lidar com ele?
O maior desafio da mulher cristã hodierna é ter a postura de Mesaque, Sadraque e Abdenego: não se prostrar ante as ameaças do inimigo. É nadar contra a maré. A cultura do mundo diz que, como mulher, você deve buscar sua autonomia, viver a vida e desfrutá-la com aquilo que lhe dá prazer. Mas a Bíblia diz: “As mulheres sejam submissas aos seus maridos, como ao Senhor” (Ef 5.22); e também ordena: “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei do Senhor” (Gl 6.2). A melhor forma de lidar com os desafios deste século é buscar ser uma mulher segundo o coração de Deus, desenvolvendo as características do fruto do Espírito, que são produzidas na vida daquelas que nasceram de novo. Como também de ter um compromisso com Deus de falar a sua palavra a seus filhos, servindo-lhes de referencial, para que eles imitem sua fé.
Qual é o seu conselho para as mulheres cristãs, que, dentre os muitos desafios da atualidade, lutam para educar os seus filhos nos caminhos do Senhor?

Meu conselho às amadas companheiras é o que está escrito na Bíblia: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido” (Gl 6.9). Lutem pela salvação da sua família, como Noé lutou, salvando todos do dilúvio. Modele sua vida não pelo que dita a mídia, mas para que sua vida possa estar embasada na bendita e doce palavra de Deus. Spurgeon disse: “Deus opera por meio de pais fiéis que, apesar de dias sombrios e difíceis, caminham obedientemente com Ele”.

Missionário Gilson Bezerra visita redação do ADNEWS

Família missionária em entrevista à equipe do ADNEWS. Foto: Hércio Moraes / RBC
Família missionária em entrevista à equipe do ADNEWS. Foto: Hércio Moraes / RBC
A equipe do ADNEWS recebeu nesta quarta-feira (14), o missionário Gilson Bezerra, sua esposa, a irmã Marilene, e os filhos, Marliene Ruth e Rilson Joás, para uma entrevista edificante.
Os missionários falaram do avanço do trabalho em Lima, no Peru, detalharam maravilhosas experiências espirituais e nos contaram curiosidades do costume local.
O maior desafio do trabalho entre os peruanos está ligado à permanência dos que visitam a Igreja. Apesar disso, Deus tem abençoado a sua obra naquele país, que segue crescendo.
E você, leitor do ADNEWS, vai poder conferir todos os detalhes nas próximas edições. E, certamente, continuar orando por seus servos que estão na Missão da IEADPE no Peru e em outros países.

ADNEWS JUNHO – ENTREVISTA: “Deus me fez pastor”, Pr. Simas Dias

O Pr. Simas Dias dos Santos, líder da IEADPE em Carpina e primeiro-secretário da CONADEPE, falou ao ADNews sobre a maneira como foi convencido do pecado e como aceitou Jesus como salvador e também detalhou a sua chamada ministerial. Aqui publicamos a versão completa da entrevista que está no ADNews Junho – nº 28.

PASTOR SIMAS DIAS - ADNEWS

Pastor, inicialmente, como foi sua infância, adolescência e juventude antes do encontro com Jesus?

Nasci em Niterói, no Rio de Janeiro. Meu pai era da Marinha. Em uma viagem ao Recife, ele conheceu minha mãe. Casaram-se e, logo após o primeiro filho, ele foi transferido para o Rio, onde eu nasci no dia 22 de maio de 1949. Eu amei muito meus pais. Quando ainda estava no RJ, existia uma vizinha que, segundo minha mãe, era da Assembleia de Deus e sempre que ia para a igreja pedia: “Dona Celina, deixe eu levar Siminha?”. Este era meu apelido de criança. E mamãe permitia. Claro, eu não conhecia essa senhora, mas entendo que devo a minha salvação, também, a essa mulher que eu nunca conheci. Com mais ou menos um ano de idade, meus pais voltaram para o Recife, onde eu cresci estudando nos melhores colégios. Aos 20 anos aceitei Jesus como salvador.

Como aconteceu a sua conversão?

Eu senti, aos 20 anos, um vazio dentro de mim. Algo que o mundo, os meus amigos, o futebol não estavam preenchendo. Sentia-me muito inseguro. Queria algo mais forte, que garantisse meu futuro. Isso começou quando eu comecei a ler o Novo Testamento que meu irmão (in memoriam) havia ganhado. Toda vez que eu o lia, ficava impressionado porque ele me acusava muito. O livro dizia que eu estava errado, e eu não gostava dele. Mas não conseguia mais dormir sem lê-lo. Certa noite, depois de ler o Novo Testamento, eu não suportei mais, me levantei dobrei os joelhos e fui “rezar”. E, nessa minha “reza” — eu não sabia a diferença entre reza e oração —, eu disse assim: “Se Deus existe e Jesus morreu para salvar os pecadores, eu vou para o inferno. Mas eu não quero ir para o inferno, eu não quero ir para aquele lugar. Alguém tem que me livrar disso”. Fiquei ali de joelhos e, terminando aquela “reza”, me deitei. Foi quando algo, como uma luz — não era uma luz —, me envolveu dos pés à cabeça, e eu fiquei muito leve, feliz, porque ia escapar daqueles gafanhotos do Apocalipse. Fiquei acordado durante toda a noite, porque o Novo Testamento dizia que Jesus vinha como um ladrão de madrugada. Então, tive medo de dormir e Jesus vir. Eu queria que as pessoas soubessem que eu era crente. Pela manhã, informei a Ir. Geni e a Ir. Zuleide, que eram vizinhas. À noite, fui para a Assembleia de Deus na Mustardinha. O Ir. Valfrido, diácono do Alto dos Coqueiros, estava dirigindo o culto. Era 29 de julho de 1969. Eu entrei, me entreguei para Jesus e sou feliz até hoje.

O casamento e os filhos. Como e quando chegaram?

A Ir. Rosa (Rosete Santos) tem sido uma verdadeira amiga e companheira. Eu a conheci quando tinha 15 anos. Começamos a namorar, depois eu ingressei na Marinha, no grupo de Fuzileiros Navais, e fui transferido para o Rio de Janeiro, precisamente para a Ilha do Governador, onde servi por 2 anos no Batalhão Riachuelo. Quando eu aceitei Jesus como salvador, Ir. Rosa fez o mesmo. Eu aceitei Jesus numa quarta-feira; no sábado seguinte, ela foi para o ensaio do conjunto em Jiquiá e lá também se entregou a Cristo. Claro que com certa influência minha, mas depois Jesus confirmou-a, batizando-a com o Espírito Santo. No ano seguinte, aos 21 anos de idade, nos casamos. Somos felizes, nos entendemos muito bem. Desse casamento, vieram seis filhos: Sadoque, Sulamita, Suzana, Sinair, Siny e Selomite, todos Dias dos Santos. E, hoje, seis netos. Sadoque, o mais velho, hoje é diácono da Igreja e, até onde eu conheço, é um bom servo de Deus e um bom filho, como os outros também. Já casado, cursei Licenciatura em Estudos Sociais, pela Universidade Federal Rural de Pernambuco; Teologia, pelo Seminário Pr. Cícero Canuto, hoje ESTEADEB; e Direito, pela Universidade Católica de Pernambuco.

Quais as primeiras experiências espirituais que o senhor viveu e em que circunstância começou a cooperar nos trabalhos da Igreja?

Para ser justo, eu não tenho nenhuma vaidade em omitir essas coisas, minhas primeiras experiências espirituais foram na Mustardinha. Comecei indo à Escola Dominical e saindo a campo ainda como novo convertido. Ouvi falar de batismo com Espírito Santo e fiquei muito entusiasmado. Comecei a orar nesse sentido, até que, dois meses depois, numa oração de Mocidade em Jiquiá, veio algo diferente, muito forte em cima de mim — eu não sabia explicar, mas falei umas línguas diferentes. Assustado com aquilo, fiquei calado, mas uma irmã escutou e perguntou à, na época, minha noiva, Ir. Rosa, se eu era batizado. Ela respondeu que não. Então aquela senhora experiente, como Áquila e Priscila, disse: “Ele é batizado. Diga a ele que ore para Jesus confirmar”. Fui para o Círculo de Oração no Pacheco, no tempo da Ir. “da Biu”, em jejum, e Jesus confirmou o batismo. Eu cooperava na Campanha da Mustardinha, o dirigente era o Ir. João Rodrigues, conhecido por Ir. Joca. A secretária era Ir. Rosinalda, esposa do Pr. Eraldo Clementino. Todos os domingos, eu jejuava para sair a campo. Eu pregava muito quando saía a campo. Meu grupo saia às 14h e só parava às 17h. Eu gostava de evangelizar.

Nesse período, o Pr. Pedro Leite me colocou na lista local. Logo depois o Pr. Inaldo de Angeles, um verdadeiro mestre, me apresentou para a lista oficial e também para o diaconato e para o presbitério. Ainda que evangelista seja algo ligado diretamente ao Pastor Presidente, acredito que ele influenciou para que eu fosse um evangelista. Eu devo muito a esses dois homens. Mas, nas entrelinhas, eu louvo a Deus também pela vida do Pr. Eraldo Omena, pois foi ele que me introduziu no Templo Central, me convidando para cooperar na Gerência Pecuniária (Gerpec), autorizado pelo Pr. Leôncio.

PASTOR SIMAS DIAS - ADNEWS

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“Uma voz falou no meu coração: ‘Não te chamei para que entendesses todos os meus caminhos, mas para que cresses em Mim'”. __________________________________________________

Em que momento o senhor teve certeza da chamada ministerial e como aconteceu a sua consagração ao serviço pastoral?

Ali, naquela área — Mustardinha, Jiquiá, Vila do Tenente — tinha um diácono chamado Tertuliano Gomes — que já dorme no Senhor —, que não era um homem letrado, mas um homem de oração. Ele me convidou para servir a ceia aos irmãos, e eu comecei a acompanhá-lo. Um dia, ele me convidou para irmos a uma congregação chamada Arsênio Calaça. Ali, Deus usou a esposa do Ir. Barbosa em profecia e falou a respeito dessa chamada ministerial. Eu não compreendia muito bem, mas me lembro de que o Ir. Terto — como era conhecido — glorificava a Deus dizendo: “Que promessas gloriosas, que promessas gloriosas!”. Eu era um novo convertido, não tinha nem 1 ano de crente. Outro dia, eu estava saindo de um culto na Mustardinha, e a Ir. Gedalva — que já dorme no Senhor —, me disse: “Ir. Simas! Eu vi, viu?”. Perguntei: “O quê?”. Ela respondeu: “Ministério, ministério, ministério”. Voltei a perguntar: “O que é isso?”. Ela disse: “Não sei”. Mas essa convicção se fortaleceu quando Deus usou o Pr. Genésio Bezerra, em um culto na Mustardinha. Naquele dia — tenho isso anotado em minha Bíblia, anotei bem assim: “30 de novembro de 1995. Neste dia, Deus me fez pastor!”. Eu cooperava como presbítero, mas senti isso muito forte. Fiquei feliz e com muito medo, pois eu achava que a vida de pastor era muito corrida. Eu via o Pr. Leôncio e o Pr. Almeida num corre-corre muito grande e fiquei com medo. Mas aqui estou eu, neste maravilhoso corre-corre em que sobra pouco tempo, e às vezes nenhum tempo, para cuidar de mim, da minha querida esposa, isto é, da minha família. Mas estou feliz. Não estou zangado com Deus nem com o meu Salvador, Jesus, porque me teve como digno de ser um pastor, de me gastar linda Igreja, cooperando com meu grande amigo, Pastor Presidente, Ailton José Alves.

Hoje, o senhor é pastor da Assembleia de Deus na cidade do Carpina — depois de ter passado por cidades como: Cabo de Santo Agostinho e São Lourenço da Mata —, é o primeiro-secretário da Convenção de Ministros da Assembleia de Deus em Pernambuco (CONADEPE) e um líder respeitado pela firmeza doutrinária. Qual a sua visão disso?

Primeiro, eu agradeço a Deus. O Pr. Pedro Leite certa vez me disse: “Simas, Deus é que agracia o homem a Igreja!”. Então, eu agradeço a Deus. É claro que me esforço para ser digno. Mas sinto, também, o peso muito grande da responsabilidade, como diz a Palavra de Deus: “A quem se mais dá também dele será mais cobrado”.

Essa é a visão que eu tenho de tudo isso que os irmãos pensam que eu sou, porque Deus sabe que eu não me sinto assim. Sinto-me apenas como um cooperador do ministério, e isso já me satisfaz.

O senhor trabalha ao lado do Pastor Presidente, Ailton José Alves, há muitos anos, desde o período em que dirigiam uma Escola Bíblica Dominical. Ele já afirmou tê-lo como um grande amigo. Como funciona trabalhar próximo dele?

Isso impõe responsabilidade e cuidado. Principalmente cuidado. Porque ser amigo do Pr. Ailton é uma grande honra, mas devemos estar muito atentos. O Pr. Ailton, ainda que a sua aparência — assim como a minha — deixe as pessoas temendo de se aproximar, é um homem tímido e de um sentimento muito profundo. E tudo o que acontece com aqueles que ele considera mais próximos — porque ele é amigo de todos, mas, como todo o ser humano e o próprio Jesus, há aqueles mais próximos — reflete nele, podendo trazer muita alegria, mas também profunda tristeza. Com respeito à Escola Dominical, fui professor da Escola em que ele era dirigente, na Vila do Tenente, depois vice-dirigente. Quando ele foi para a Missão, eu passei a dirigi-la. Sendo assim, já faz uns dias que a gente caminha junto, e eu espero — debaixo do sangue de Jesus — continuar. E eu me esforço para isso, oro por isso… De ser digno dessa confiança. Acho melhor morrer do que perdê-la.

O senhor tem acompanhado a Igreja em todas as regiões do Estado e também no exterior — no campo missionário —, visitando diversos trabalhos. O que tem visto?

Primeiro, eu admiro o cuidado, o zelo e como o Pastor Presidente se preocupa com a Igreja. Ele dá o máximo de si, a gente fica tentando fazê-lo economizar-se um pouco, mas ele quer fazer, ele quer ir. Então, a gente tem que tentar acompanhá-lo. Quanto ao trabalho, aqui em nosso estado está bem. Precisamos fazer mais, mas está bem. Todos procuram ganhar almas, abrir novos trabalhos e ensinar o povo. No campo missionário, o que tenho visto é o mesmo, com um pouco mais de dificuldade, porque na Missão existem algumas barreiras, como: a língua, a cultura, os costumes, as leis do país. Mas a nossa Missão no exterior — podemos afirmar — é uma das mais sólidas e tida como referencial.

A Assembleia de Deus em Pernambuco se aproxima do Centenário em 2018 como a maior denominação evangélica do Estado e a que mais cresce no País. Qual o segredo?

Oração, evangelização e não negociar as coisas espirituais. Sejam quais forem as circunstâncias, as coisas de Deus são inegociáveis. Porque quando se deixa de orar se perde o ânimo e o mover do Espírito Santo na Igreja. Quando se deixa de evangelizar, de abrir novos trabalhos, o número de salvos na Terra não cresce. E, quando se negocia as coisas espirituais, se perde o verdadeiro sentido para o qual nós fomos salvos — que é o céu —, ficamos apenas focados naquilo que é material.

Com a experiência que tem e a responsabilidade que carrega, qual o seu conselho aos obreiros mais novos?

Eu não sei se este meu pensamento é muito forte para uma entrevista, mas o conselho que eu dou para os companheiros mais jovens é tirar o coração daquilo que é material ou patrimonial da Igreja e colocar o coração nela.

Pastor, suas palavras encerrando esta entrevista.

Certa vez, eu estava lendo a Bíblia, mas estava muito preocupado em conhecer o sentido das coisas espirituais. Eu queria entender completamente as coisas, porque achava que, entendendo tudo, poderia servir melhor. Eu estava sozinho lendo a Bíblia, era uma tarde. Eu estava no Cabo. E, quando eu estava nessa preocupação, uma voz falou no meu coração: “Eu não te chamei para que entendesses todos os meus caminhos, mas para que cresses em Mim”. E isso tem marcado a minha vida.

Jornal do mês – setembro

O Jornal Oficial da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Pernambuco (IEADPE), o nosso ADNEWS deste mês está imperdível. Além de informação do Brasil e do mundo, sempre com comentário a luz da Bíblia, você sempre encontra notícias dos eventos da Igreja em todo o Estado e tem a vida abençoada com uma leitura sadia e edificante.
Além do destaque para o 1º Musica do Coração, concerto realizado por crianças e adolescentes dos Centros de Desenvolvimento Integral Vida (CDIVs), no Parque Dona Lindu, trazemos também uma boa matéria sobre os riscos do uso de piercings e tatuagens.
Na Entrevista, o deputado federal Pastor Eurico fala sobre os desafios da legislatura citando vários projetos de Lei que tentam perturbar a família. O Pastor Eurico fala também dos meios que os eleitores podem utilizar para acompanhar seu trabalho na Câmara Federal e enumera num relatório exclusivo, as emendas/verbas destinadas por ele para municípios pernambucanos nos anos de 2011/2012.
Estamos fechando todos os detalhes com o gabinete do deputado, e em breve, como prometemos na edição impressa, vamos disponibilizar aqui no Blog do ADNEWS o relatório completo.

Procure o ADNEWS em sua congregação e boa leitura!

Equipe ADNEWS

Missões

A equipe ADNEWS entrevistou o missionário Roberval de Oliveira e irmã Edivânia, sua esposa. A matéria da ida dos missionários para a África do Sul foi publicada neste mês de junho, na editoria de Missões, Edição de número 17. Nossos leitores podem conferir a entrevista completa aqui no nosso site.

Foto: Fausto Júnior/ ADNEWS
Foto: Fausto Júnior/ ADNEWS

 

Como está sendo a expectativa da experiência da volta à missão para um país diferente com culturas e costumes diferentes?

Missionário: Eu sempre digo que só muda a posição geográfica. Mas o campo de batalha é o mesmo. Temos que usar as mesmas armas, não se pode usar outras. O interessante é que temos que lutar contra o inferno falando em outro idioma. É o que diz a Palavra de Deus em Efésios 6.10: a nossa guerra não é contra carne nem sangue, senão contra principados e potestades.
Passamos em Argentina 11 anos. Tínhamos que expulsar demônios em espanhol. E hoje, na África, temos que expulsar demônios falando inglês. Sim, o que tem diferente é a cultura, costume, tudo, mas o campo de batalha é o mesmo.

Diz à cultura que os argentinos não são receptivos, e os africanos são. O que o senhor diz sobre essa receptividade desses povos tão diferentes?

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