Testemunho ADNews julho – Ev. André Alencar

Na edição do ADNews – nº 40 – julho de 2015, publicamos o Testemunho do Ev. André Alencar, que trabalhou na Missão a IEADPE na Argentina.
Abaixo, você confere o texto completo, que reduzimos no jornal impresso devido ao espaço disponível.

“O Evangelho fez toda a diferença na minha vida, na minha família e na minha história”

Ev André AlencarNesta edição, vamos conhecer um pouco da história de vida do Ev. André Alencar, que, ainda muito jovem, abandonou seus antigos conceitos e se permitiu viver o melhor de Deus para sua vida.
Quando criança, ele morava com sua família em Manaus, Amazonas. Apesar de a sua mãe não frequentar a Igreja, ela levava o pequeno André e sua irmã para os cultos. Ao completar 10 anos de idade, sua família se mudou para Pernambuco, mais precisamente para Olinda.
A mudança mexeu com a rotina da família, e eles foram deixando de frequentar a Igreja, mas o pouco tempo que eles participaram dos cultos havia sido suficiente para ter sido plantada a semente da Palavra de Deus. “O que eu aprendi na infância foi o suficiente para conhecer os princípios básicos da fé cristã: algo sobre Deus, Jesus, o céu e o inferno”, disse.
Durante a adolescência, o Ev. André quis experimentar as coisas que o mundo oferecia. “Na minha adolescência, eu estive afastado, e foi um período difícil, porque eu me envolvi com muitas coisas do mundo. Amava esportes radicais, músicas de rock e esses estilos mais pesados e alternativos”, lembrou.
Essas atitudes acabavam refletindo no seu estilo de vida, no modo de se vestir e no seu comportamento. “Meu pensamento sobre meu destino eterno era que, quando eu chegasse à velhice e tivesse curtido muito a vida, eu iria fazer as pazes com Deus e morreria a tempo de ir para o céu”, conta.
Mas os planos de Deus são bem maiores do que os nossos, e a forma como Ele age nos surpreende. “Eu louvo a Deus porque Ele se antecipou e interferiu naquilo que eu projetava”.
Na juventude, com 19 anos, foi morar em Carpina com sua família. Nessa época, sua mãe já tinha se voltado para os caminhos do Senhor e o convidava para frequentar os cultos. “Eu não apresentava nenhuma resistência porque ir à Igreja era algo que eu conhecia desde a infância. Mesmo sem pensar em voltar, eu não via problema nenhum em ir”, explicou.
Certo dia, ele acordou ouvindo um programa evangélico no rádio. “Nesse dia, a Ir. Creusa de Oliveira estava dando uma entrevista, contando seu testemunho e cantando alguns hinos. Era de manhã cedo, e eu estava dormindo quando ela começou a cantar. Eu acordei escutando aquele louvor. Para mim, foi uma experiência diferente se comparado aos estilos de música que eu estava acostumado”, afirmou.
Naquele momento algo diferente aconteceu. “Ao ouvir aquele hino, eu acordei chorando. Minha mãe disse que a irmã que estava cantando iria estar no Círculo de Oração na Igreja-sede em Carpina e perguntou se eu queria ir”, disse.
Durante o culto, ele sentia uma coisa diferente e suas lágrimas se misturavam aos louvores entoados naquele lugar. Ao final do culto, quando o convite foi feito, ele não resistiu. “Eu não fui predisposto a aceitar, fui para acompanhar a minha mãe, mas, quando a dirigente direcionou o olhar para mim e perguntou se eu queria aceitar, eu acabei me rendendo”, contou.
Mesmo sem entender, ele sabia que naquele dia Deus tinha interferido em sua trajetória. “Eu pensei: eu não posso dizer não porque eu estou aqui quebrado, quebrantado. Naquele dia, Deus marcou um encontro comigo e eu me rendi a Ele”, afirmou.
Como muitos jovens que abandonam sua vida de pecado para se render a Cristo, ele se questionou se no meio em que vivia, com o círculo de amizade que tinha, seria possível servir a Deus com fidelidade. “Eu achava muito bonito ser crente e admirava os testemunhos dos irmãos, mas eu achava impossível aquela realidade para mim por causa do meio em que eu vivia”, lembrou.
Mesmo em meio a tantos questionamentos, ele decidiu se render por completo ao único que poderia mudar a sua história. “Eu chamei minha mãe para orar comigo, dobrei os joelhos e disse a Deus com muita sinceridade: ‘Senhor, eu tenho muita vontade de Te servir, de ser um crente fiel, mas eu não vejo em mim possibilidade de viver uma vida de fidelidade aos modos da Tua Palavra, mas se Tu quiseres a minha vida para alguma coisa ela é Tua, estou à Tua disposição’. Naquele momento eu chorei na presença de Deus”, contou.
Pouco tempo depois, foi novamente com sua mãe para o Círculo de Oração. Dessa vez, como um servo de Deus, e, naquele culto, a presença de Deus se manifestou no meio da Sua Igreja. “Eu chorava muito, mas ainda não conseguia me ver constante ali. No fim do culto, a dirigente convidou os irmãos que não eram batizados no Espírito Santo para orar, e a mim fui e dobrei os joelhos junto com minha mãe. Naquela tarde o Senhor batizou muitos irmãos inclusive a mim e ela. Eu experimentei algo que é difícil de explicar. Tive uma sensação de leveza sobrenatural, e,daquele dia em diante, a minha vida nunca mais foi a mesma”, lembra.
Desde esse dia, o Ev. André passou a ter sede de Deus, a querer buscá-lo e a cada dia mais conhecer a Palavra. Ele se lamentava por não ter voltado para a Igreja antes porque, para ele, isso o impediu de viver muitas experiências com Deus e que o propósito que Deus tinha na vida dele seria limitado pelo tempo que ele perdeu fora da Igreja.
Mas à medida que foi buscando conhecer a Deus, vivenciou a verdade que a Bíblia diz: Buscar-me-eis e me encontrarei se me buscares de todo o coração. “O Evangelho não era apenas uma filosofia, ele se revela na minha vida como algo experimentável. Quando eu lia as experiências que a Bíblia conta, eu mergulhava nelas com todas as forças”, contou.
Com o tempo, o chamado ministerial começou a arder em seu coração. “Quem olhasse para mim não imaginaria isso, porque eu era muito tímido e não dava indícios de que viesse a ser um obreiro”, afirmou.
Deus começou a fazer promessas relacionadas ao chamado missionário que, para ele, era impossível de se cumprir por ser um jovem simples que morava no interior. Mas, certo dia, quando estava em uma consagração, Deus usou o dirigente do culto para falar que ele iria cuidar de um povo em outro país. “Isso foi em um sábado, e, na segunda-feira, eu estava passando pelo estacionamento do Templo Central quando o Pr. Ailton estacionou o carro, me chamou e disse que eu iria sair da minha função, que era na administração da Igreja, para assumir um trabalho em Nicanor Otamendi, na Argentina”, contou.
Apesar do impacto da notícia, ele estava certo de que tudo fazia parte do cumprimento das promessas de Deus. “A oportunidade de servir a Deus na missão transcultural é, se não o maior, um dos maiores privilégios que um cristão pode ter. Eu penso que renunciar a projetos para atender a um chamado do Senhor é uma das maiores experiências que alguém pode vivenciar porque é uma oportunidade que temos de demonstrar o que Deus representa para nós. O amor que sentimos por Deus é evidenciado pela nossa disposição em renunciar grandes coisas por aquilo que Ele representa para nós”, disse.
“Eu costumo dizer que Deus só nos permite viver uma vez, e é lamentável oque muita gente faz com a vida que tem. Viver é um privilégio, e quando essa vida é vivida na vontade de Deus ela é surpreendente. Se alguém me dissesse,há20 anos, as experiências que eu viveria, os lugares por onde eu andaria, eu jamais acreditaria. A vida só tem sentido quando Jesus é o centro da nossa existência”, enfatizou.
A decisão que ele tomou mudou por completo toda sua trajetória de vida. “O Evangelho fez toda a diferença na minha vida, na minha família e na minha história. Todos aqueles que decidem entregar a vida 100% nas mãos de Deus podem ficar preparados para viver o melhor que Deus tem para sua vida”, concluiu.

Entrevista ADNews julho – Irmã Cristhiane Alves

Na edição do ADNews – nº 40 – julho de 2015, entrevistamos a Ir. Cristhiane Alves, esposa do Pastor Ailton Junior, vice-presidente da IEADPE, e vice-coordenadora dos Círculos de Oração em Pernambuco.
Abaixo, você confere a entrevista completa, que reduzimos no jornal impresso devido ao espaço disponível.

“Quero ser útil ao Senhor, enquanto viver”

Conte-nos um pouco da sua infância. A senhora nasceu em um lar evangélico?
Sim, pela misericórdia de Deus, nasci numa família que vem há três gerações servindo ao Senhor: meu bisavô (o pai de minha avó materna) era pastor da Assembleia de Deus, bem como meu avô materno, e meu pai. Sinto-me muito privilegiada por isto, pois creio firmemente que desfruto das bênçãos prometidas pelo Senhor aos que O temem, que são extensivas às suas gerações posteriores (Dt 7.9). Cresci num ambiente cheio da palavra de Deus, de louvores ao Senhor, pois todos os dias, exceto aos domingos, fazíamos o culto doméstico, e assim fui ensinada nos caminhos do Senhor. Louvo a Deus por meus pais, Pr. Joel e ir. Dinah, que me deixaram a mais preciosa de todas as heranças: o temor de Deus. E por minhas amadas cinco irmãs (Kézia, Keila, Joelma, Adna e Hadassa) com as quais cresci, louvando e servindo ao Senhor.
Dois dos principais desafios da juventude é decidir que carreira seguir e quem é a pessoa certa para se casar. Como foi a escolha da sua profissão e casamento?
Cursei eletrônica na ETFPE (Escola Técnica Federal de Pernambuco) entre 1989 e 1993. Era um curso muito bom, mas, ao final, percebi que não me sentia vocacionada para aquela área. Foi justamente após concluir este curso que comecei a namorar com meu esposo (Pr. Ailton Junior). Eu o conheci aqui no Templo Central mesmo, após o retorno de sua família do campo de missões da Argentina. Ele participava de um programa de rádio infantil com uma de minhas irmãs (Kézia), e assim nos tornamos amigos, quando eu tinha uns treze anos. Sempre conversávamos muito sobre a palavra de Deus, Sua obra e sobre bons livros cristãos. Depois ele foi morar no interior, e nos víamos apenas nas Santas Ceias. Quando eu estava com dezessete anos, ele declarou o sentimento que tinha por mim, o que me deixou muito surpresa, sem saber o que responder, pois gostava muito dele, mas como um grande amigo, quase um irmão. Pedi-lhe tempo para orar, e após quinze dias, ele voltou para saber a resposta. Fui sincera com ele, e disse-lhe exatamente o que sentia. Mas ele não desistiu: ficou um tanto desapontado, mas disse-me que seu coração estava nas minhas mãos, e que eu fizesse dele o que quisesse. Passamos, então, quase um ano sem contato, cada um em seu lugar orando para que o Senhor fizesse Sua vontade. Até que em janeiro de 1993 comecei a lembrar-me dele repentinamente, de uma forma diferente: sentia saudade dele, e no coração me perguntava que sentimento estranho era aquele. Em março de 1993, por ocasião do sepultamento de sua avó materna, a ir. Maria, nos encontramos no Templo Central, e aí não tive dúvidas do que estava sentindo por ele. Então, com a bênção de nossos pais, começamos a namorar, e um ano depois (março/1994), noivamos, tínhamos o mesmo desejo de dedicar nossa vida por completo ao Senhor, gostávamos dos mesmos assuntos, e nos completávamos em nossa personalidade. Desde o princípio ele me falava do chamado urgente de Deus em sua vida, e me perguntava se tinha desejo missionário. Claro que sim! Este era um anseio que eu nutria desde os doze anos. Mas enquanto aguardávamos o momento de Deus para isto, seguíamos estudando e trabalhando.
Tentei vestibular para Direito, na UFPE, embora ainda não tivesse convicção de seguir essa carreira. Tive uma nota razoável, mas insuficiente para o curso, então fiz a opção por Ciências Sociais, do mesmo grupo. Cursei um semestre e meio, e logo percebi que ainda não era o que eu queria. Só então, resolvi ir para uma área pela qual sempre me interessei: Letras. Prestei vestibular no final de 1994 para Letras e passei na primeira fase, mas nem pude fazer a segunda, pois justamente nessa época, já noiva, soube que iríamos ao campo de missões, logo após o casamento, que ocorreu em março de 1995. Tive que adiar a realização de meu curso superior por uma causa muito mais nobre, que foi fazer a vontade de Deus naquele momento de minha vida, agora ao lado de meu esposo. Somente após voltarmos da Argentina, já tendo minha filha Deborah quase cinco anos, é que fiz vestibular, de novo na UFPE, e passei para o curso de Letras, o qual conclui em 2006, para a glória de Deus.
Ainda recém-casada, sua família foi enviada à obra missionária na Argentina. Como foi essa experiência? Qual o fato mais marcante dessa época?
Sim, um mês após casarmos, fomos enviados pela igreja ao campo de missões na Argentina, para a província de Mendoza. Foi um grande desafio para nós, jovens recém-casados, distanciar-nos da família, da igreja e dos amigos para irmos a uma terra longínqua (ficava cerca de 1200 km ao oeste de Buenos Aires), para dar início ao trabalho em Godoy Cruz. Para mim, foi mais difícil, pois tive que me adaptar ao idioma e ao clima frio, e nos primeiros meses, sentia muitas saudades de minha família. Mas logo que fui me envolvendo nos trabalhos de evangelização de crianças, louvor e oração com as irmãs, visitação aos lares, a dor inicial foi sendo amenizada. Passamos por experiências muito fortes: logo nos primeiros meses, fomos assaltados em nossa casa, enquanto fazíamos evangelismo de crianças. Fazíamos o trabalho num bairro um tanto difícil, e pouco tempo depois, várias vezes nosso carro foi arrombado. Também levaram o equipamento de som da igreja e faziam ameaças constantes de que voltariam a nos atacar. Mas em meio a essas circunstâncias, o Senhor abençoava Sua obra, salvando vidas, curando enfermos, libertando os oprimidos pelo diabo. Percebíamos que eram tentativas de nos fazer parar, mas prosseguimos, e o Senhor abençoou aquele trabalho, para a exclusiva glória de Seu nome!
Missionária, esposa do vice-presidente da IEADPE e vice-coordenadora dos Círculos de Oração em Pernambuco. Em que momento da sua vida percebeu os propósitos de Deus para o seu futuro?
Na verdade, jamais pensei que o Senhor me daria tamanho privilégio de servir-Lhe em todos esses trabalhos. De fato, só me entreguei para ser útil na obra de missões, até pensei, quando fui para a Argentina, que não voltaria mais para o Brasil. Mas o Senhor tem os Seus caminhos, e nós somos apenas Seus servos, para fazer o Seu querer. O Senhor fez tanto por nós… não podemos nos negar para a necessidade de Sua obra aqui na terra. Sempre me tocou muito um hino durante minha infância e adolescência: “A minha vida eu entrego a Deus/ Pois o Seu Filho a entregou por mim/ Não importa aonde for/ Seguirei meu Senhor/ Sobre terra ou mar/ Onde Deus mandar/ Irei”. Esse é o meu sentimento sincero: quero ser útil ao Senhor, enquanto viver.
Quais os maiores desafios e também, alegrias de atender ao chamado do Senhor?
Penso que o desafio maior é a perseverança, é continuar fazendo o que nos manda o Senhor, mesmo enfrentando dificuldades, oposições, privações etc. Fomos chamados para batalhar pela fé, e como dizia A. W. Tozer, o mundo não é um parque de diversões para o crente, é campo de guerra. Temos que cada dia fortalecer-nos no Senhor e na força de Seu poder, a fim de resistirmos a tudo isso, e ficar firmes no propósito para o qual Deus nos convocou. Alegrias, sim, elas são constantes! Sempre temos motivos para regozijar-nos no Senhor! É um privilégio servir-Lhe, demonstrando-Lhe um pouco de nossa gratidão por tudo o que Ele fez por nós. Penso sempre no que disse Jesus: “Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi e vós e vos nomeei para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça…” (Jo 15.16). Aleluia!
Mãe de dois filhos e esposa de obreiro, como é conciliar a maternidade e a obra do Senhor?
Ah, é preciso depender muito da sabedoria divina, para poder cuidar bem da obra, sem descuidar da família, que é a primeira “obra” que o Senhor nos confia. Como diz a Bíblia, “a mulher sábia edifica a sua casa” (Pv 14.1). Antes de sair para atender os compromissos da igreja, procuro ordenar nossa casa, atender às necessidades de meu marido e dos meus filhos (Deborah, 18 anos, e David, 14 anos) e mesmo enquanto estou fora, trato de acompanhar de perto tudo o que está acontecendo. É assim que tenho aprendido com meus principais referenciais, minha mãe e minha sogra, duas servas do Senhor que sempre O serviram com fidelidade e ao mesmo tempo, dedicaram-se à criação de seus filhos. Acredito ser a maternidade uma responsabilidade muito especial que Deus concede à mulher; louvo ao Senhor por me ter concedido dois filhos maravilhosos, que me inspiram a cada dia ser uma mulher mais fiel ao Senhor. Pois, como disse certo autor, a maternidade/paternidade é uma condição santificadora: para darmos exemplo aos nossos filhos, precisamos andar certo, no temor do Senhor. Temos que exercer boa mordomia do lar que o Senhor nos entregou, e de igual modo, atender às responsabilidades que Ele nos confiar em Sua obra.

Em toda sua trajetória cristã, qual a experiência mais marcante?
Desde a infância, frequentei o Círculo de Oração Infantil, no qual sempre pedia ao Senhor que me batizasse com Seu Espírito Santo. Até que um dia, quando tinha doze anos, numa manhã missionária de um Congresso de Jovens, o pregador chamou à frente aqueles que queriam dedicar sua vida à obra do Senhor. Senti um forte impulso de fazê-lo, e fui à frente. Em poucos minutos de oração contrita, fui batizada com o Espírito Santo! Aleluia! Recebi esta dádiva divina como uma resposta afirmativa de Deus para minha entrega. Entendi naquele momento que Deus estava me convocando para viver totalmente para Ele. Também posso destacar uma cura divina que recebi quando tinha apenas 7 meses de vida: fui acometida de meningite, e desenganada pela medicina. Os médicos queriam me colocar no isolamento, mas meus pais assinaram o termo de responsabilidade e me levaram à casa de meus avós, onde ali fizeram uma oração por mim. Segundo minha mãe conta, eu chorava muito, jogando a cabeça para trás, mas logo após aquela oração, eu adormeci, e para a glória de Deus, até hoje estou de pé, sem nenhuma sequela daquela doença! Aos cinco anos de idade, por pouco não fui completamente atropelada por uma camionete (ela pegou apenas meu pé direito). O Senhor me deu estes livramentos, por isso, entendi que Ele tinha um propósito para me deixar com vida.
Ser uma mulher cristã no mundo em que vivemos não é fácil. Em sua opinião, quais devem ser as características de uma mulher bela aos olhos de Deus?
Creio que é a mulher que busca possuir um espírito manso e quieto, que é precioso ao Senhor, como diz o apóstolo Pedro (1 Pe 3.4). A beleza exterior passa, mas a do espírito permanece e pode influenciar a outros que estejam ao redor. A mulher que põe sua confiança em Deus, e busca obedecer Seus preceitos, além de edificar-se a si mesma e encontrar propósito para sua vida, pode ser um instrumento de bênção para seu marido, seus filhos e para todos que a conhecem. Como diz Pv 31.30: “Enganosa é a graça e passageira a formosura, mas a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada”.
Qual o seu conselho para as moças da igreja que apesar dos desafios, lutam para fazer a vontade do Pai Celestial?
Mantenham o firme propósito de em tudo agradar ao Senhor, satisfazer-se nEle e em Seu querer, e Ele que conhece os seus anseios mais profundos, há de suprir todas as suas necessidades (Sl 37.5). Creia que suas decisões, se dirigidas pelo Senhor, sempre resultaram na melhor escolha. Deus é bom, e só quer das coisas boas a seus filhos (Mt 7.11). Por isso, seja sempre fiel ao Senhor, a despeito de qualquer circunstância, e assim sempre desfrutarás a boa, agradável e perfeita vontade do Senhor para sua vida.

Uma temática permanente – Ainda da segunda edição do ADNews

ADNEWSNeste post vamos continuar recordando sobre o ADNews nº 02, publicado em dezembro de 2011. O texto de Nacional, mesmo após quase quatro anos, continua presente em nosso cotidiano. É o que presenciamos em todos os noticiários, e cada vez com mais frequencia.
Com o título Corrupção: quanto custa? a matéria falou dos sete ministros denunciados, somente em 2011, durante o primeiro mandato da presidente Dilma Roussef. Era o estouro do mensalão, que ganhou título de maior escândalo de corrupção do país, segundo a imprensa nacional.
Mas o texto foi além, e mostrou o quanto a prática esta enraizada na história do país. “Historicamente a transgressão da lei e o aproveitamento de recursos públicos ocorrem desde 1500, data em que Pedro Álvares Cabral chegou ao país”, afirmou a publicação.
E como o que temos visto hoje são mais e mais escândalos de corrupção em todas as esferas da nossa sociedade, o texto de opinião escrito pelo Pr. Isaac Silva tem a pergunta necessária, É possível ser honesto?
A resposta do articulista é sim. “Ao examinarmos a Bíblia Sagrada podemos entender claramente que a honestidade é não somente possível, como estimulada. Deus espera que cada filho seu possa ‘andar diligentemente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra’ (Cl 1.10),e essa atitude proporcionará ‘uma vida tranquila e sossegada, em toda a piedade e honestidade’ (1Tm 2.2); assim, aqueles que vivem segundo Deus devem ‘zelar do que é honesto, não só diante do Senhor, mas também diante dos homens’ (2 Co 8.21).”