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Organizando a EBD em amor

A Escola Bíblica Dominical (EBD) é essencial à Igreja do Senhor: para o seu crescimento, a formação do caráter cristão e o desenvolvimento espiritual de seus alunos, bem como para a propagação do ensino bíblico e sistemático do Evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Bíblia é o livro-base de todo o Ensino Cristão.

Na Igreja, a Escola Bíblica Dominical se dá numa perspectiva de continuidade, tem o intuito de abranger todas as faixas etárias (crianças, adolescentes, jovens e adultos). Visa o ensino aos novos convertidos e suas famílias e alcançar crianças e adolescentes. Para isso, faz-se necessário que todos os envolvidos na EBD estejam comprometidos nesse serviço cristão; e uma coordenação atuante no Departamento Infantojuvenil facilita o melhor desempenho dos professores e alunos no processo de ensino e aprendizagem da Palavra de Deus. Toda essa dinâmica exige organização e planejamento de acordo com o padrão sugerido pela Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais (SEBD).

“Mas faça-se tudo decentemente e com ordem” (1 Co 14.40) e em observância à doutrina da Igreja, pois o apóstolo Paulo, em 1 Timóteo 3.15, diz: “[…] para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade”. Fazendo tudo de maneira que o nosso Pai Celestial seja glorificado.

Em sua prática, a Direção da escola  deve favorecer o bom relacionamento entre a equipe, para que se realizem os objetivos da EBD e para que aqueles que Deus chamou façam cumprir, por meio do esforço, do amor e da dedicação, o propósito para o qual o Senhor os designou. “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor” (1 Co 15.58).

O Pr. Antônio Gilberto (2006, p. 27) afirma em uma de suas obras que: “Organização é ordem. É método no trabalho, no viver, no agir e em tudo mais. A organização permeia toda a criação de Deus, bem como todas as suas coisas”. Deus criou todas as coisas de maneira organizada (Gn 1; 2). Assim podemos compreender que a organização é algo indispensável a nossa vida e a qualquer instituição.

O autor citado anteriormente afirma (2006, p. 26) que “os símbolos bíblicos da Igreja, nos remetem a organização, ordem e método. Na Bíblia, a Igreja é comparada a um templo (1 Co 3.16; Ef 2.21); a um corpo (1 Co 12.27; Cl 1.24); a uma lavoura (1 Co 3.9); a um edifício (1 Pe 2.5; 1 Tm 3.15; Hb 3.6); a um rebanho (1 Pe 5.2; Lc 12.32); a um jardim (Ct 4.16); a uma noiva (Ap 22.17; 2 Co 11.2); a um castiçal ou candeeiro (Ap 1.20); bem como em Israel a ordem das tribos no acampamento (Nm 2), detalhes de demarcação das tribos (Js 14–20) e o serviço sagrado no templo (1 Cr 15; 16; 23–27)”.

Assim, vemos que a distribuição de atividades, numa perspectiva organizada, facilita a execução do trabalho, como foi o caso do povo de Israel na caminhada para a terra prometida (Êx 18.13-26). Com Jesus não foi diferente. Ele escolheu doze homens para auxiliá-lo (Lc 9.10-17; 14.28-31), deixando-nos, assim, exemplo de organização e planejamento. Compete a nós, servos do Senhor, seguir o seu exemplo em tudo.

Entendemos, pois, que a organização no Departamento Infantojuvenil (DIJ) da EBD é essencial. O papel organizador de cada membro da equipe, subsequentemente à efetivação de suas atribuições no que diz respeito à concretização dos propósitos a que se destina a EBD, é de fundamental importância. “Porque a desorganização aniquila os resultados positivos sugeridos” (Gilberto, 2006, p. 27). Logo, entendemos que um departamento ou instituição que não se organiza não dá condições para visualizarmos os resultados positivos, planejados.

Organizar a EBD em amor no DIJ se constitui num chamado de Deus, num serviço ao Senhor (1 Pe 2.9), numa relação de compromisso com Deus, com a Igreja, com o pastor da Igreja, com a SEBD, consigo mesmo e com todos aqueles que estão envolvidos no processo de ensino-aprendizagem da Palavra de Deus (Ef 6.5, 6, 7). À Direção da escola compete a responsabilidade de facilitar a realização das atividades propostas ao DIJ e preparar aqueles a quem Deus lhe confiou, orientando, de acordo com os padrões já estabelecidos, para o serviço em Sua casa, e ajudando-os a desenvolverem habilidades para o crescimento e o desenvolvimento espiritual dos alunos. “Pelo qual recebemos a graça e o apostolado, para a obediência da fé entre todas as gentes pelo seu nome, entre as quais sois também vós chamados para serdes de Jesus Cristo” (Rm 1.5, 6 ).

Para isso é necessário amor (Ef 1.4; 1 Jo 3.11); dedicação: “[…] Se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.7; Dt 10.12); sensibilidade; flexibilidade (1 Ts 5.14); confiança (Jo 11); adaptações; conhecimentos de técnicas de ensino;  conhecimento bíblico, conforme nos orienta o apóstolo Paulo: “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade (2 Tm 2.15)”; e dependência total de Deus, “Porque o Senhor dá a sabedoria, e da sua boca vem o conhecimento e o entendimento” (Pv 2.6).

Em suas atribuições de servo, querido professor da EBD, vivencie suas atividades com segurança e confiança (Jo 11.8) Naquele que o chamou e envolva toda a EBD e as famílias nas atividades e programações-padrão sugeridas pela SEBD, bem como distribua o DIJ, organizando as salas de acordo com as faixas etárias, e use linguagem adequada (I Co 14.9), observando assim as cores e as mascotes conforme as orientações-padrão sugeridas neste departamento de ensino bíblico.

Organizaremos a EBD em amor e alcançaremos excelentes resultados espirituais: salvação de vidas, formação do caráter cristão, crescimento espiritual e formação de discípulos para o Senhor Jesus Cristo, contribuindo assim para o crescimento do Reino de Deus em obediência ao Ide de Jesus (Mc 16.15).

 

REFERÊNCIAS

ALMEIDA. Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.

FERREIRA, Débora. Evangelização e Discipulado Infantil. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

SILVA, Antonio Gilberto da. A Escola Dominical. Rio de Janeiro: CPAD, 2014.

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* Publicado originalmente no Adnews 51 (Junho/2016)