Orar sempre e nunca desfalecer: um desafio para todo cristão

A oração é uma das principais práticas da vida devocional. Através da oração, o crente se comunica com Deus, seja para adorá-Lo, pedir-Lhe direção e livramento, suplicar por Suas bênçãos, confessar pecados, rogar-Lhe o perdão ou simplesmente para contemplar a Sua face. Todo aquele que diz ser cristão ou que serve a Deus necessariamente deve levar uma vida de oração: “Todo aquele que é santo orará a Ti” (Sl 32.6). Até mesmo Jesus, o próprio Filho de Deus encarnado, constantemente se retirava para orar ao Pai. E muitas vezes, em Seus ensinos, falou sobre a oração, explicando como ela deveria ser feita, e também ressaltou o dever de orar sempre e nunca desfalecer (Lc 18.1; Mt 26.41).

Como está a nossa vida de oração? Estamos no início de um novo ano, e este é um bom momento para avaliarmos o estado da nossa comunhão com Deus por meio da oração. Geralmente, começamos o ano fazendo promessas de que seremos mais cuidadosos quanto à vida devocional, de que frequentaremos mais os cultos de oração, enfim, de que buscaremos mais ao Senhor. Porém, com o passar dos dias, o peso da rotina e o corre-corre das demandas infinitas da era em que vivemos esmorecem gradativamente o nosso ânimo de passar mais tempo aos pés do Senhor. E, então, acabamos colhendo os frutos de nossa negligência na oração: preocupações, ansiedades, inquietações que nos roubam a nossa paz, a nossa saúde e, principalmente, nossa confiança no Deus que tudo pode fazer!

Por esta razão, é salutar que sigamos o que Jesus ordenou aos Seus discípulos: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26.41). Cada preocupação deve ser imediatamente transformada num motivo de oração; foi exatamente isso o que Paulo quis dizer aos crentes de Filipos: “Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças” (Fp 4.6). E o resultado natural dessa atitude de fé será que “a paz de Deus, que excede a todo entendimento, guardará o vosso coração e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (v.7).

Que gloriosa é esta ferramenta espiritual, que tanto nos aproxima do Deus Altíssimo (Is 57.15)! Como é capaz de produzir efeitos aqui na terra (Tg 5.16)! Cientes disso, busquemos viver de modo que oremos sem cessar (1Ts 5.17), peçamos a Deus tudo aquilo de que necessitamos, crendo que Ele nos vai conceder (Mt 7.7,8); em meio às aflições nos refugiemos na oração (Tg 5.13) e recebamos poder de Deus através da oração (At 4.31). E esta lista não é exaustiva: mostra apenas alguns dos benefícios da oração.

Concluo aqui destacando o que disse João Bunyan, notável servo de Deus do século XVII: “A oração é uma ordenança de Deus para o uso tanto público como privado: mais ainda, é uma ordenança que coloca aqueles que têm o espírito de súplica em estreita relação com Ele, e também possui efeitos tão notáveis que alcançam grandes coisas de Deus, tanto para uma pessoa que ora, como para aqueles por quem ela ora. Abre, por assim dizer, o coração de Deus, e, através dela, a alma, mesmo quando vazia, é preenchida. Através da oração, o cristão também pode abrir seu coração a Deus como o faria com um amigo, e obter um renovado testemunho de Sua amizade”.

Que neste novo ano, aprofundemos cada dia mais a nossa comunhão com o Senhor por meio desta valiosa disciplina da oração!

Cristhiane Souza Alves

1ª Vice-coordenadora dos Círculos de Oração da IEADPE

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* Publicado originalmente no Adnews 70 (Janeiro/2018). 

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