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A equipe ADNEWS entrevistou o missionário Roberval de Oliveira e irmã Edivânia, sua esposa. A matéria da ida dos missionários para a África do Sul foi publicada neste mês de junho, na editoria de Missões, Edição de número 17. Nossos leitores podem conferir a entrevista completa aqui no nosso site.

Foto: Fausto Júnior/ ADNEWS

Foto: Fausto Júnior/ ADNEWS

 

Como está sendo a expectativa da experiência da volta à missão para um país diferente com culturas e costumes diferentes?

Missionário: Eu sempre digo que só muda a posição geográfica. Mas o campo de batalha é o mesmo. Temos que usar as mesmas armas, não se pode usar outras. O interessante é que temos que lutar contra o inferno falando em outro idioma. É o que diz a Palavra de Deus em Efésios 6.10: a nossa guerra não é contra carne nem sangue, senão contra principados e potestades.
Passamos em Argentina 11 anos. Tínhamos que expulsar demônios em espanhol. E hoje, na África, temos que expulsar demônios falando inglês. Sim, o que tem diferente é a cultura, costume, tudo, mas o campo de batalha é o mesmo.

Diz à cultura que os argentinos não são receptivos, e os africanos são. O que o senhor diz sobre essa receptividade desses povos tão diferentes?

Missionário: Como o nosso alvo é a igreja, os conceitos de receptividade da igreja ferem qualquer conceito, qualquer deles cai por terra. Porque a igreja ela é muito receptiva, mesmo em qualquer lugar. Quando os irmãos têm o conhecimento de que o pastor presidente vai chegar ao país com a comitiva, eles dizem: se precisar da minha casa, carro estão aqui. Ele mesmo, o próprio obreiro deixa e trabalhar naqueles dias.

Quando o pastor está lá, não faltam irmãos na porta da igreja para atender a tudo o que precisamos. Tem irmãos que tomam o trem elétrico com os pastores, para servir de guia turístico na capital, nem bolsa eles deixam os pastores levar, eles mesmos levam. Então a igreja é uma igreja receptiva.

África é uma igreja animada. Eles têm essa atitude brasileira, na verdade eles não têm atitude brasileira, nós que temos atitude de africanos. Essa maneira de louvar, eles são muito dados. Eles estão aí, não tem problema, para o africano está com você da alva até a meia noite eles ficam com você, não tem problema. O sol saiu, ele está; se o sol pôs, ele está. Amanhece o dia, ele servindo ali. Voltando a dizer que a questão geográfica é totalmente diferente. É outro mundo, é outra situação, é outro clima. África tem o clima muito frio, mais que Argentina. Porém a igreja animada, preocupada com seus pastores e, se animam com a mesma alegria.

A experiência de ir pela segunda vez para o campo missionário é diferente do que ter ido pela primeira vez?

Missionário: Pra mim, a experiência é uma sequência, É a segunda vez que vou à áfrica. Estive lá há quinze anos para um batismo, era presbítero na época. Voltei. E no momento, estou pastoreando lá. Porque nós chegamos aqui o ano passado aqui, e, já estamos fora de novo.

Eu acho que o período que eu passei aqui foi um período de limpar as redes, essa é a palavra. Pescamos por onze anos, a redes se cortam, se rompem em algum lugar. O tempo que passamos aqui em Recife foi o tempo de limpar as redes, e, revendo a estratégia de pescaria, essa é a verdade. Com as palavras que se pregam aqui, e os ensinamentos a gente vai revendo, até aprendemos uma técnicas. Que não é preciso ter força pra levantar é preciso ter técnica. É técnica, é estratégia.

Acredito que esse período que passamos aqui, foi um período que passamos para conseguir iscas melhores, linhas e varas de pescar melhores. E como eu disse no começo, ajeitar a rede, concertar a rede, mas mesmo assim, não deixa de ser uma experiência nova.

Percebemos que é outro povo, outra maneira, é que não digo no absoluto, está muito distante da realidade argentina, da realidade brasileira, mas é igreja. Que de alguma maneira, aprendeu com nossos pastores, a amar, a perdoar, a santificar- se, e isso se torna igual a nossa.

Eles falam língua estranha como a brasileira fala escutar um africano falando línguas estranhas, você pensa que está no Brasil. Porque fala do mesmo jeito. É algo inexplicável. Não deixa de ser uma experiência nova, que requer atitudes novas. É impactante! É a maneira como eles louvam a Deus, com a expressão deles, a alma e o corpo.

Como é a preparação de um missionário? O estudo de outros idiomas, quais as preparações?

Missionário: A visão missionária nasce de uma chamada. Então o dia a dia na igreja é a melhor escola. Não existe seminário que possa formar do que o dia a dia na igreja, qualquer obreiro não existe. Não existe porque o seminário só prepara a teoria, mas quando se coloca este obreiro para trabalhar, se vê que ele é da teoria. A chamada missionária não nasce assim.

Somos de um lugar distante. Deus fez a promessa, e Deus nos ajudou. E nós fomos nos preparando. E aqueles jovens de trinta anos atrás, estão aqui. Os cultos de doutrina, consagração, Escola Bíblica Dominical foram os locais que frequentamos. Pois o amor a paciência começa ali, nos cultos diários.

Qual o local no campo missionário da África que o senhor e família vão? Quantos membros têm no lugar?

Missionário: Tomamos posse 21 de abril. Estamos em Johanesburgo, na África do sul, a nossa igreja sede de nossa missão. Cooperando com o nosso pastor presidente, coordenado os trabalhos Ali. No Kennedy Streep que está o missionário Emanuel França; em Vandavelpark onde está o missionário Paulo Soares; e em outra cidade onde está o evangelista Alberto Moreira nesta missão.

O número de irmãos África é interessante, porque depende das necessidades desses membros. Porque eles vêm para a África para estudar, para trabalhar. Então os jovens que vêm estudar, ficam cinco anos, ou/e o tempo dos cursos que estão estudando. Só se casam aqui, constituem família, então eles permanecem aqui. Caso contrário, eles voltam para a sua região, porque o país fica esperando eles terminaram a sua faculdade para cooperarem lá. È um investimento que eles fazem para com esses jovens. Temos entre membros e congregados quinhentos crentes. Que é o número expressivo para um campo missionário.

Como está sendo ir para o campo missionário agora só com sua a esposa, sem os filhos?

Essa é a pior parte. Porque são os filhos são de grande ajuda. Quando chegamos à Argentina eles nos ajudaram, mesmo pequenos. Acho que chegou o tempo dos dois. E vamos pra o campo, deixando os dois casados, construindo as suas vidas. Estamos tranqüilos porque estão em suas casas e estão na igreja.

O que o senhor tem a dizer quanto essa sua volta ao campo missionário?

Missionário: Diria que algo impressionante, sobrenatural. Quando viemos à Argentina, sabíamos que iríamos a outro país, ou iríamos à para outros países. Deus tem sua soberania. E a igreja tem suas necessidades e soberania sobre nossas vidas. Esta outra obra missionária é algo que vai ampliar ainda mais a nossa visão. Vai nos conceder mais experiências sem dúvidas, para servir para a igreja em geral.

Acredito que seremos usados para ajudar esses novos cadetes, novos missionários. Não para contar de perigos e medo. Mas para falar o que sempre falo. E falarei para eles, para esforça-se e ter bom ânimo, porque somos embaixadores dos céus, e pregar para pessoas com de e culturas diferentes; e dizer que ela está errada dentro da sua cultura, mostrando o caminho do céu.

Qual o idioma mais difícil? Conte-nos esta diferença entre o inglês e o espanhol? Como está sendo este aprendizado?

A irmã e missionário: O idioma é aprendido com a convivência com eles. Não tem como dizer qual a língua é mais difícil. E ainda temos algumas falas em espanhol, às vezes nos pegamos falando em espanhol.
Uma curiosidade é que os africanos aprendem muito fácil. Passei um ano aprendendo um corinho em zulu, ensinei em espanhol um hino a eles, em dois minutos aprenderam, por exemplo!
A nossa igreja lá tem duas igrejas em português de Portugal e inglês, com cultos separados. Estamos confiando nas orações da igreja para nos ajudar a falar de Deus nos seus idiomas!

A senhora e o missionário gostaria de falar algo sobre a sua expectativa de ir para este campo missionário?

Missionária: A minha expectativa é maior, e tínhamos a promessa de ir para a África, a promessa estava ali no coração. Estávamos em um culto na Argentina, quando Deus nos falou em Argentina, que íamos eu e ele para a África, sem nossos filhos. Eu fiquei sem entender, como mãe. Mas Deus tem seus propósitos e seu tempo. A chamada de Argentina era a família, e da África era o casal.

Qual a sua palavra final antes de ir para o campo missionário na África?

Missionário: Vamos seguindo para fazer a obra! Tudo o que obtivemos, não pode ser desconsiderado, porque foi dado por Deus. Mas, agora tudo é novo.

É uma sequência dos trabalhos dos outros pastores, para também preparar o caminho para os outros missionários que virão.