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Deus escolhe meu cônjuge?

Durante o tempo de sua existência, o ser humano é desafiado a realizar escolhas que poderão determinar o curso de sua vida e, até mesmo, seu destino eterno. Após tomar a decisão mais importante, que é estar ao lado de Jesus, ainda assim a confrontação com novas decisões continuará a surgir nas demais esferas do viver. Que carreira profissional seguir? Que outro idioma aprender? Que faculdade escolher? Que área de mestrado? Fazer doutorado? Dedicar-se ao ministério? Estas são apenas algumas das muitas perguntas que surgirão antes que se decida se, de fato, serão seguidas ou não algumas dessas direções. Contudo, depois de assegurar a salvação em Cristo, a decisão mais importante para aqueles que estão solteiros diz respeito à pessoa com a qual se pretende estar junto por toda a vida. Mesmo porque as demais escolhas podem ser refeitas sem maiores prejuízos caso ocorra algum equívoco. Assim, o casamento é uma escolha com a qual não se pode brincar! Se houver erro, graves consequências virão! Nesse contexto, surge a seguinte pergunta: é Deus quem escolhe o cônjuge?

Como qualquer outro assunto que se refere ao bem-estar daqueles que conhecem ao Senhor, a escolha do cônjuge é um tema que precisa ser analisado à luz da Palavra de Deus. O grande problema está no fato de que, às vezes, os crentes costumam querer aplicar a experiência de outras pessoas à sua própria realidade! Quando se trata de experiência pessoal, o que serve para uma pessoa, pode não servir para outra. Por exemplo: Isaac não escolheu Rebeca pessoalmente; no entanto, Deus conduziu toda a situação provendo o melhor para Seu servo. Jacó, no entanto, viu Raquel e, movido de um profundo sentimento de amor, não teve problemas em trabalhar 14 anos para tê-la como esposa. Vemos que são duas experiências completamente distintas!

Tanto o Antigo como o Novo Testamento não apresentam uma “fórmula mágica” para a escolha do futuro cônjuge. Portanto, é a observância dos padrões apresentados na Palavra de Deus que norteará a decisão daqueles que pretendem não errar em uma área tão importante da vida. Antes de qualquer coisa, deve-se ter muito cuidado com as emoções, pois a Bíblia nos adverte dizendo: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jr 17.9). Sendo assim, é necessário verificar se o pretendente é: bom filho (Cl 3.20); um cristão verdadeiro (1 Co 5.11); trabalhador(a) (2 Ts 3.10); anda de forma desordenada (2 Ts 3.6). Caso a pessoa pretendida passe pelos critérios citados anteriormente e seja, de fato, um verdadeiro cristão, deve-se ainda analisar se existe compatibilidade nos temperamentos, objetivos de vida, e, ainda, se há convergência na maneira como se pretende servir ao Senhor. Exemplo: se um dos dois tem convicção de um chamado para o ministério ou missão transcultural, é necessário identificar se esse chamado está presente no possível cônjuge! O profeta Amós adverte-nos dizendo: “Andarão dois juntos se não estiverem de acordo?” (Am 3.3).

Depois de analisados esses pontos, deve-se buscar a confirmação divina de forma pessoal. O Salmo 25.12 assegura a todo aquele que teme ao Senhor: “[…] Ele o ensinará no caminho que deve escolher”.

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* Publicado originalmente no Adnews 37 (Abril/2015)