Amando a esposa como Cristo amou a Igreja (Ef 5.25-29)

O relacionamento entre Cristo e a Sua amada Igreja, deve ser o padrão para o relacionamento entre marido e esposa. Assim como Jesus ama e se sacrificou por sua Noiva, o marido deve dedicar sua vida para fazer da sua esposa uma mulher amada, feliz e protegida.

A Bíblia Sagrada é uma fonte de inspiração para os cônjuges, porque nela estão contidos todos os parâmetros para a vida conjugal. O objetivo de Deus ao constituir famílias é o bem-estar do ser humano, o equilíbrio emocional e afetivo que ele precisa para viver feliz. O texto sagrado nos afirma que a felicidade de um casal é uma herança divina: “Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de vida da tua vaidade; os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vaidade; porque esta é a tua porção nesta vida e do teu trabalho que tu fizeste debaixo do sol” (Ec 9.9).

Como já afirmamos, o parâmetro do amor do esposo em relação a sua esposa, é o amor de Cristo devotado à Sua Igreja. Como Jesus amou Igreja? Vamos analisar alguns aspectos deste relacionamento, aplicando na vida de um casal.

Em primeiro lugar, é necessário uma disposição ao sacrifício (Ef 5.2,25). O modelo desse amor é Cristo, que amou de tal forma a sua esposa (a Igreja) que deu sua vida por ela. Essa é a qualidade de amor que o marido deve oferecer à esposa, um amor capaz de dar de si mesmo, destituído de egoísmo, que é capaz de dar sua vida em sacrifício por ela.

Um segundo aspecto a ser analisado é o amor protetor do esposo. Ele deve amar e santificar a sua mulher, ou seja, ofertá-la para Deus. Como? Por meio da oração e da Palavra, o esposo santifica o seu casamento, separando-o para o louvor do Senhor. Deus definiu uma função de sacerdote para o marido no lar. Santificar implica numa atitude de proteção, tomar a iniciativa de separar para si, não permitir que coisas estranhas a toquem, proteger dos perigos espirituais e da concupiscência deste mundo. O marido não tem poder para limpar a sua esposa espiritualmente, mas, deve ter a responsabilidade de cuidar dela, de tal forma que a defenda do pecado. No dia a dia, deve haver oração conjunta, diálogos sadios, estudo da Bíblia e leitura de bons livros. Além disso, o marido deve cuidar daquilo que entra na mente de sua esposa. Por exemplo, os tipos de programa de televisão, páginas da web, as revistas ou livros que ela lê, etc. O marido deve ajudar a sua esposa no seu crescimento espiritual e no seu serviço a Deus.

Um terceiro aspecto a ser analisado é a comunhão entre o esposo e a esposa. Neste contexto, estão incluídas as demonstrações práticas de carinho, de afeto (Pv 31.29; Ct 4.1), através de palavras e gestos (1 Jo 3.18). O marido precisa dedicar tempo para conversar com a esposa, mantendo um diálogo constante, deve ser pronto ouvir (Tg 1.19) e ser sempre verdadeiro no seu relacionamento (Ef 4.15,25).

Por fim, o esposo deve sempre lembrar de seu papel provedor (Ef 5.29), que abrange o alimentar e sustentar a sua esposa, conforme a recomendação bíblica. O texto sagrado afirma: “Além do mais, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, como também Cristo faz com a igreja”. Observe como Cristo cuida da igreja, que é o seu corpo, e sigamos o seu exemplo. De acordo com a Bíblia, no casamento, homem e mulher se tornam uma só carne, e Paulo está afirmando que ninguém vai odiar a sua própria carne ao contrário, vai alimentar e cuidar. Neste sentido, o marido deve cuidar da sua esposa fisicamente, porque ele é responsável por sua saúde e bem-estar.

“Um homem pode herdar de seus pais casa e dinheiro, mas só Deus pode dar uma esposa sensata” (Pv 19.14-NTLH).

Ev. Josiel Soares

‘Só mais um episódio!’: O vício nas sagas e séries de TV

Quando sai o último episódio da temporada da sua série favorita, o que você faz? Deixa de sair de casa porque não pode perder de jeito nenhum o desfecho da trama? Fica nervoso só em pensar que vai ter que esperar meses para assistir à próxima temporada? Briga com amigos para defender seu personagem favorito? É… Você pode estar viciado em séries.

Mas o que de fato é vício? Vício é um hábito repetitivo que degenera (altera as qualidades) ou causa algum dano ao viciado e aos que convivem com ele. Existem vários tipos de vício: em bebidas, comidas, jogos e, no caso do assunto em questão, séries.

Um estudo realizado pela empresa alemã Neuromarketing Labs, encomendado pela Vodane e Fox, revelou que séries como The Walking Dead, Breaking Bad, The Big Bang Theory, Game of Thrones, The Vampire Diaries, entre outras, provocam sintomas físicos de dependência semelhantes aos demonstrados por viciados em droga.

Para o experimento, foram analisados atividade cerebral, frequência cardíaca, temperatura corporal, fluxo de sangue, níveis hormonais e taxa de movimento dos olhos de 75 voluntários com idades entre 18 e 47 anos antes e enquanto assistiam a suas séries favoritas.

As reações dos espectadores foram além do que os pesquisadores esperavam: os voluntários experimentaram aumento da sudorese, de batimentos cardíacos e uma respiração frenética. E o mais surpreendente: quando se afastavam a TV, experimentavam uma diminuição da temperatura corporal, o que, segundo o diretor do estudo, é uma reação semelhante à que os viciados em cocaína manifestam quando lhes é mostrado e depois retirado um pacote com a substância.

Segundo o estudo, os voluntários reagiram da mesma maneira independente do gênero da série, seja para uma comédia ou um horror. De acordo com o documento, os espectadores demonstraram preferência pelas que despertam fortes emoções, sejam elas positivas ou negativas. A análise hormonal mostra que o efeito é geralmente calmante, mesmo em cenas de terror.

Um anônimo comentou o estudo: “Eu queria entender porque sentimos uma forte ligação com os personagens das séries, é como se conhecêssemos e convivêssemos com eles diariamente, e quando desaparecem da série parece que perdemos um amigo”, revelou.

Comentários como esse não são incomuns. Algumas pessoas se tornam viciadas em séries simplesmente porque acreditam encontrar nelas um escape para solidão ou uma forma de distração. O que essas pessoas não percebem é que acabam se excluindo do convívio social e das atividades diárias para ficar em casa e passar horas em frente a uma TV. Mas é sempre bom lembrar que tudo tem limites e, quando nossas atitudes começam a ser prejudiciais, é bom repensá-las.

O perigo das sagas e séries de TV

Há muito tempo ouvimos acerca de quão nocivo é o conteúdo apresentado nas programações televisivas. Na verdade, o que anteriormente era disseminado de forma oculta, hoje é exposto abertamente sem nenhuma preocupação com os efeitos causados na sociedade. De fato, o que constatamos é um maligno propósito de provocar dano às famílias, destruir valores morais, princípios éticos e eliminar Deus ou o temor d’Ele dos corações dos telespectadores.

Nesse contexto, sabemos que as novelas se constituem num dos grandes veículos de disseminação de toda sorte de males que são produzidos no reino das trevas, aliados aos programas de entretenimento e reality shows de uma forma geral.

Apesar da triste realidade em que muitos crentes ainda se encontram, acorrentados a essa situação, sempre há aqueles que buscam evitar esse tipo de destruição em seus lares e, para fugir da influência negativa da programação aberta, optam pela contratação dos pacotes televisivos por assinatura. Existem também os que preferem eleger seu próprio conteúdo por meio dos sites streaming— fluxo de mídia, como meio de transmissão de dados na internet.

O problema é que essa migração para outras fontes tem gerado outras “dependências”! Muitos telespectadores cristãos, a fim de fugirem das novelas, acabaram tornando-se presas fáceis de outros meios de programação, entre eles as famosas sagas e seriados.

É bem verdade que nem todas as séries apresentam conteúdo ofensivo, mas, sabendo que Satanás não dorme, já é possível verificar que muitas pessoas têm sofrido forte influência de algumas sagas. Há registros de um considerável aumento pela busca do ocultismo, da bruxaria e Wicca como consequência do sucesso da saga Harry Potter. Sabe-se também de casos em que jovens começaram a praticar vampirismo depois de se tornarem assíduos fãs da saga Crepúsculo.

O que o Brasil consegue produzir em telenovelas, exportando seu conteúdo destrutivo para diversas partes do mundo, os EUA têm alcançado por meio das sagas e séries de TV. Apresentando desde os costumes mais abomináveis praticados na Roma antiga, passando pela apologia ao assassinato, à produção e ao consumo de drogas, adultério, à prostituição, ao homossexualismo, ocultismo, à criminalidade e a toda sorte de ilegalidade e ataques aos princípios que regem uma sociedade saudável, os seriados, hoje, encontram-se disponíveis não apenas nos canais por assinatura, mas também nos sites de filmes online e, ainda, na programação semanal de alguns canais de TV aberta.

Como consequência, temos uma geração de “viciados” em séries e sagas de todas as idades. Sabemos que os seriados não são uma novidade. Há muitos anos são produzidos programas que foram e até hoje são assistidos por milhares de pessoas em todo o mundo. O problema é que à medida que a quantidade de espectadores aumenta, o nível de moralidade, pureza e valores contidos nesses seriados diminui. Não erremos, a Palavra de Deus nos adverte: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam”.

Ev. André Alencar

Talento, futuro e interrogações

Os adolescentes são pressionados cada vez mais cedo a tomar decisões que irão determinar o futuro de sua vida. Os conflitos começam no momento da escolha sobre o curso superior, perduram quando é preciso responder a um chamado na obra do Mestre e, posteriormente, quando eles têm que escolher o cônjuge.

Geralmente, os jovens escutam algo como: “Você deve descobrir qual é o seu talento” ou “Você sabe se tem vocação para isso?”. Certamente você já se deparou com expressões desse tipo e elas podem ter servido de auxílio, ou, simplesmente, ter deixado todo o processo de escolha ainda mais confuso.

Após ter passado pelas encruzilhadas da decisão profissional, Osvaldo Neto, 24 anos, dá como dica a dedicação aos estudos e ao trabalho. Ele decidiu trabalhar com Tecnologia da Informação, estudou a área e, hoje, é empresário no setor. Ele assegura que o segredo para a realização dos sonhos e o crescimento nas áreas profissional, emocional e ministerial é buscar a aprovação divina para todos os passos.

Assim como Osvaldo, muitos jovens passam por dúvidas nestes momentos de decisão, mas eles são necessários para o amadurecimento pessoal. Buscar a vontade de Deus antes de todas as coisas, procurar fazer o que se gosta, estar envolvido com amigos que lhe incentivem a fazer a vontade do Senhor e encarar de cabeça erguida os desafios da vida são dicas importantes para quem está passando pela escolha de seu futuro.

Atendendo a minha vocação e ao meu chamado

Entrega teu caminho ao Senhor, confia n’Ele, e tudo Ele fará (Sl 37.5). Diante de um tema tão significante para a juventude cristã, devemos alinhar nossos pensamentos e opiniões com os princípios ensinados pela Palavra de Deus. Vamos, primeiramente, conceituar as duas palavras da matéria tratada, para uma melhor compreensão. Vocação é a tendência ou inclinação natural que direciona alguém para uma profissão específica, para desempenhar determinada função, para um trabalho, etc. Essa vocação pode ser literária, religiosa, musical, política, para uma liderança, entre outras. Um chamado divino é algo absolutamente espiritual, é uma convocação sublime para o desempenho de uma tarefa específica na obra do Senhor, para uma atividade eclesiástica ou secular que esteja essencialmente ligada à missão do Corpo de Cristo, que é a Igreja.  Na esfera espiritual, às vezes refere-se à vocação e ao chamado divino como se fossem a mesma coisa. É apenas uma questão de nomenclatura, não altera o cerne de nosso comentário.

Evidentemente, a vocação e o chamado são elementos que podem e devem ser usados em conjunto. Não se pode negar a supremacia da chamada divina sobre a inclinação natural, entretanto, jamais devemos subestimar o valor dos dons naturais que recebemos do Senhor. As habilidades inatas são extremamente úteis no desempenho das tarefas que Deus nos dá para realizarmos. Por exemplo, uma pessoa chamada por Deus para a obra missionária poderá usar suas habilidades musicais no campo de missões. Um homem chamado por Deus para o ministério pastoral terá a oportunidade de usar seus conhecimentos profissionais no desempenho de suas tarefas (Psicologia, Administração, Edificação, etc.).

Na questão da vocação natural, o jovem pode buscar um auxílio profissional, como, por exemplo, um teste de aptidão, estágios em algumas áreas específicas ou a busca por literatura que trate desse assunto. Às vezes, a vocação é hereditária, quando os pais incutem na vida dos filhos o amor por suas escolhas profissionais. A preferência por Ciências Exatas ou Humanas pode ser fundamental na escolha do caminho que um jovem deve fazer para seu futuro. Em tudo isso, é essencial a busca por uma direção divina, para que nossas alternativas sejam aprovadas e dirigidas por Deus.

A chamada de Deus para o serviço cristão não é de natureza humana, ela depende única e exclusivamente d’Ele, ratificada e executada através dos homens que Ele escolheu como seus representantes na Terra. Esse chamado se manifesta no desejo ardente de servir a noiva do Cordeiro, num espírito de humildade e dedicação à Obra do Senhor e na disposição em sofrer perdas por Cristo. A chamada prevalece sobre os desejos pessoais, sobre os projetos e as aspirações de uma pessoa. Muitos jovens sonham com a vida ministerial, mas consideram apenas o glamour da posição eclesiástica, o deslumbre dos holofotes imaginários das funções ministeriais. Não avaliam o peso da cruz e o alto preço exigido daqueles que se submetem aos desígnios de Deus em seu viver.

O jovem cristão deve submeter ao Senhor suas projeções futuras, suas decisões devem passar pelo crivo divino, para que receba as necessárias e indispensáveis orientações de Deus para sua vida. Deus tem um caminho para cada pessoa. O salmista Davi afirma no Salmo 139.16: “[…] no Teu livro todas essas coisas foram escritas […]”. Ele afirmava que o passado, o presente e o futuro de uma pessoa estão no conhecimento divino, e que Deus é o responsável pelo progresso e pelas conquistas dos homens.

Busque ao Senhor no intuito de que Ele revele Sua vontade em seu viver. Ele certamente tem o melhor para a sua vida: “[…] eu sei os pensamentos que penso de vós, diz o Senhor; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que esperais” (Jr. 29.11).

Ev. Josiel Soares

Até onde ir na onda das redes sociais?

Apesar de ser uma invenção recente, a internet ganhou um alcance gigantesco e as ferramentas de comunicação online se multiplicam a cada dia. Nomes como Instagram, Twitter, Facebook e Whatsapp são tão familiares à geração atual como Coca-Cola foi à anterior.

O YouTube, por exemplo, possui mais de um bilhão de usuários, quase um terço de todos os usuários da internet. E todos os dias, bilhões de horas de vídeos são acessadas na plataforma.

Existem vários tipos de canais no YouTube: generalistas, educativos, humorísticos, religiosos, culinários, jornalísticos, musicais, entre outros. Mas o internauta também pode encontrar conteúdos que incentivam a violência, o preconceito e a xenofobia. Com tantas oportunidades ao alcance da mão é preciso estar atento às armadilhas e às oportunidades.

Segundo o Especialista em Comunicação e Marketing para Mídias Digitais, Iran Pontes, o uso de ferramentas como o YouTube não é meramente passageiro, mas possui uma forte ligação com o marketing e com o lucro financeiro. Para ele, que também é fundador do Blog Design Culture e Coordenador do Curso de Design Gráfico da Faculdade IBRATEC em Recife, quem se interessa em ser youtuber ou blogueiro precisa antes de tudo se preparar, saber se o projeto pode ou não dar certo e não desistir. Iran explicou que antes de ser fundador de um Blog premiado no Brasil e no exterior, teve duas tentativas de blogs sem sucesso.

Para o especialista, a internet é um excelente meio de divulgação de marcas e pessoas, o que também abre portas para o ingresso no mercado de trabalho, novos relacionamentos e o desenvolvimento de novas habilidades. Mas ele destaca que alguns malefícios também podem ser produzidos, como o abandono da vida off-line, e questões relacionadas à privacidade e crimes cibernéticos. Por isso, o blogueiro sugere que os jovens fujam de canais, blogs e páginas que estimulem a violência, pornografia, depressão, vícios ou atitudes radicalistas.

A divulgação de conteúdo no YouTube envolve com frequência boas motivações, mas nem sempre o seu desenvolvimento é o adequado.  É muito comum publicarem vídeos repletos de opiniões pessoais sem conhecimento no assunto tratado. E como a espontaneidade é uma característica marcante de vários canais, se termina gravando algo diferente do planejado. Aí também mora o perigo, pois as ideias expostas pelos youtubers influenciam sutilmente o público, que muitas vezes não percebe. E se antes as opiniões eram formadas pela família, professores, instituições religiosas e mídia; hoje os influenciadores digitais ganharam espaço e podem ser enquadrados como formadores de opinião.

Para Iran, os formadores de opinião devem ser cautelosos, imparciais e terem cuidado com o que afirmam para não denegrir a imagem de outras pessoas ou serem processados por isso. Além do risco de difundir informações falsas.

Um ramo que está se desenvolvendo e tem ganhado cada vez mais atenção é o de canais evangélicos. Eles são usados como uma ferramenta para falar de Jesus ao público jovem e de tratar de temas comuns ao mundo evangélico. O influenciador digital cristão precisa pensar sobre o alcance que suas publicações têm e saber defender sua fé com convicção.

Tudo que está ligado à internet ainda é novidade e seu uso precisa ser feito com cuidado e moderação. Há claros benefícios, mas também malefícios atribuídos ao uso das novas tecnologias. O tempo dos cristãos nas redes sociais deve ser usado de forma sábia e a internet deve servir de instrumento para a propagação da glória de Deus através do testemunho fiel.  

OPINIÃO: Cristo é o modelo do jovem cristão

Nos últimos anos, o mundo vem assistindo a uma crescente onda de blogueiros, youtubers, e personalidades da internet extremamente jovens e com um volume de seguidores que causaria inveja a qualquer líder fanático de seita religiosa. De fato, no universo da Web pode-se encontrar tanto a bênção como a maldição. O problema é que, entre aqueles bem intencionados, encontram-se também os que, com frequência, cometem equívocos ao expressarem suas opiniões, em decorrência da pouca ou nenhuma experiência nos temas que procuram apresentar. Chega a ser preocupante como alguns destes “formadores de opinião” se aventuram a opinar sobre assuntos que não dominam o mínimo necessário para emitirem qualquer comentário. Vale destacar que cada “curtida” “like” ou compartilhamento dos que seguem este tipo de informação, promove a difusão de idéias que beiram o ridículo o absurdo!

Em realidade este fenômeno não é novo. A Bíblia nos apresenta, no primeiro livro dos Reis, alguém que comprometera seu futuro por não saber escolher corretamente a quem deveria dar ouvidos. Roboão era jovem e estava diante de uma grande responsabilidade. Seu pai falecera e, naquele momento, o novo líder tinha diante de si a tarefa de conduzir, nada mais nada menos que a nação de Israel (1 Re 12). O problema encontrava-se no fato de que Roboão, ao ser inexperiente, precisava ouvir as pessoas certas, a fim de decidir o melhor caminho para si e para o povo. Lamentavelmente, ele preferiu atender aos conselhos de seus “companheiros” jovens e como resultado, o reino terminou por dividir-se, havendo a maior parte seguido a Jeroboão, filho de Nebate, em um processo irreversível de idolatria. Deus havia predito esse acontecimento, mas o estopim foi a imprudência deste jovem.

Infelizmente, a sociedade de uma forma geral e, especificamente os jovens, têm cometido o mesmo erro. Ao seguirem páginas, blogueiros ou youtubers que, em muitos casos, expressam verdadeiras tolices, entram pelo mesmo caminho de Roboão e, comprometem suas decisões futuras por não atentarem para o referencial adequado.

Quando Cristo não é tido como paradigma, é fácil dar atenção a qualquer asneira que se propaga no mundo virtual. Mas se Jesus é o referencial, dificilmente alguém irá curtir, compartilhar ou seguir qualquer coisa que esteja fora do contexto da Sua Palavra. Afinal, quem conhece os princípios estabelecidos pelo Senhor, saberá examinar tudo, retendo apenas o que é proveitoso (1Ts 5.21).

Roboão provavelmente havia deixado de ver o pai como exemplo, em virtude da conduta pecaminosa de Salomão na velhice. Talvez isso o motivou a buscar conselhos no mais jovens, mas isso não justifica o erro. Quando temos Jesus como nosso exemplo maior e nos colocamos como seus verdadeiros seguidores, “curtiremos” e compartilharemos Sua Palavra mais do que qualquer outra coisa!

Ev. André Alencar